Teria atirado “na cabeça”, diz Witzel sobre morador de rua que matou 2

A Secretaria de Estado de Polícia Militar abriu sindicância para apurar a conduta dos PMs que atenderam à ocorrência

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atualizado 30/07/2019 17:15

A Secretaria de Estado de Polícia Militar abriu sindicância para apurar a conduta dos policiais militares que atenderam ocorrência em que um morador de rua esfaqueou três pessoas, deixando dois mortos na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro, no último domingo (28/07/2019). Outras três pessoas que tentavam socorrer as vítimas foram feridas por tiros.

O caso motivou reações do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador Wilson Witzel (PSC). “Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele. É impressionante”, disse nessa segunda-feira (29/07/2019) o presidente. Já Witzel afirmou que, se fosse policial, teria atirado “na cabeça” do agressor.

 

 

Era cerca de meio-dia quando o morador de rua Plácido Correa de Moura, 44 anos, atacou a facadas o engenheiro João Carvalho Napoli, 35, que estava em um carro, parado no sinal, acompanhado da namorada, a bióloga Caroline Azevedo Moutinho, 29, que também foi ferida. Napoli morreu e Caroline está internada.

O educador físico Marcelo Henrique Correa Reais, 39, tentou ajudar o casal e também foi atacado a facadas e morreu. Quando isso aconteceu, no entanto, já havia policiais militares de três diferentes batalhões no local. Segundo informações da própria corporação, PMs do 23º BPM (Leblon), do 19º BPM (Copacabana) e também do BPTur participaram da ação.

De acordo com a Corregedoria da PM, “houve a utilização do taser (eletrochoque), porém não foi eficaz para neutralizar a ação do agressor”. Depois, o agressor acabou “atingido por dois disparos nas pernas”. Além dele, ficaram feridos por tiros a técnica em enfermagem dos bombeiros Girlane Sena, o médico da corporação Fábio Raia e um PM.

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