TAM: oferta da Azul é insuficiente para pagar dívida da Avianca
Plano de recuperação da companhia aérea foi questionado pela concorrente, que fez objeções sobre a viabilidade do projeto

A TAM Linhas Aéreas (Latam Airlines Brasil) apresentou ao juiz da recuperação judicial da Avianca objeção ao plano de recuperação da companhia, questionando a viabilidade do projeto e potencial de o valor ofertado pela Azul ser insuficiente para o pagamento dos credores. O documento foi apresentado à Justiça ontem, a quatro dias da assembleia de credores que deverá votar o plano de recuperação da empresa, que envolve a oferta de aquisição da Azul.
A TAM diz que a Avianca não apresentou um plano de viabilidade econômica para dar sustentação à recuperação financeira prevista, mas “somente estratégias genéricas e abusivas para possibilitar a recuperação da empresa”.
A TAM critica também o fato de a avaliação da Unidade Produtiva Isolada (UPI), contendo parte da frota e das autorizações de pousos e decolagens (slots, no jargão do setor) da Avianca, estar sendo feita pela própria empresa em recuperação judicial.
Segundo a TAM, com os compromissos que a Avianca está assumindo de pagamento dos empréstimos DIP já concedidos e dos futuros, que deixou claro que poderá tomar, os recursos levantados na venda da UPI não serão suficientes para ressarcir os credores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Azul propôs levar a Avianca, num modelo que envolveria a aquisição por R$ 404 milhões de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), contendo parte de sua frota e das autorizações de pousos e decolagens (slots) da Avianca. O negócio precisa, entretanto, do aval dos credores, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e das arrendadoras das aeronaves.

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Ver todasEnquanto credora, o movimento da TAM demonstra as dificuldades que a Avianca e a Azul podem ter para dar vazão ao plano de resgate da companhia aérea. A empresa enfrenta também uma batalha judicial com as arrendadoras de aeronaves e amanhã vai realizar uma audiência para discutir a devolução amigável dos aviões. A ideia é chegar com propostas mais redondas na assembleia de sexta-feira, que dependerá, da presença do fundo Elliot para sua instalação.
O fundo tem cerca de R$ 2 bilhões em créditos da Avianca, sendo o maior de seus credores. No total, as dívidas da companhia aérea somam R$ 2,7 bilhões, excluindo as arrendadoras, para as quais deve cerca de R$ 500 milhões.



