Suspeitos de matar médicos tinham sinais de tortura, facadas e tiros

Laudos mostram detalhes das cenas encontradas por policiais nos locais em que foram encontrados corpos de suspeitos de matar médicos no Rio

atualizado

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Foto colorida do local onde corpos de assassinados dos médicos foram encontrados - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do local onde corpos de assassinados dos médicos foram encontrados - Metrópoles - Foto: Arthur Guimarães/Metrópoles

Os corpos dos suspeitos de terem assassinado três médicos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, tinham sinais de espancamento, facadas e tiros. As informações constam em laudos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) obtidos em primeira mão pelo jornal O Globo e a que o Metrópoles teve acesso.

A polícia encontrou dois carros com quatro cadáveres no fim da noite de quinta-feira (5/10). A localização ocorreu horas após o assassinato dos médicos Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Ralf Bomfim, em um quiosque na Barra da Tijuca.

Três corpos estavam dentro de um carro na Rua Abrahão Jabour, nas proximidades do Riocentro; e outro, em um segundo veículo, na Rua da Gardênia, no bairro Gardênia Azul.

Dois dos quatro mortos foram identificados. Os corpos seriam de Philip Motta, conhecido por Lesk, e Ryan Nunes de Almeida, que seria membro do grupo liderado por Motta, chamado de “Equipe Sombra”.

Facadas e espancamento

Um dos documentos produzidos pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), e que descreve a cena encontrada pelos policiais no carro com três corpos, ressalta que os cadáveres tinham “ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo e facadas”.

As imagens presentes no documento ainda mostram um dos mortos com fortes sinais de agressão (como olhos e lábios inchados). O laudo relativo ao corpo de Philip Motta, o Lesk, encontrado em um veículo na Rua da Gardênia, mostra diversas lacerações (em especial no peito), além de inúmeras marcas de tiro.

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A polícia encontrou três corpos em Jacarepaguá
Na Gardênia Azul, a polícia investiga o que aconteceu
O corpo de Lesk foi encontrado na Gardênia Azul
O veículo foi alvo de diversos tiros
Philip Motta é conhecido como Lesk e teria sido o responsável pela execução dos médicos
A suspeita da PC é que os corpos encontrados em Jacarepaguá sejam de criminosos envolvidos na morte dos três médicos
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A suspeita da PC é que os corpos encontrados em Jacarepaguá sejam de criminosos envolvidos na morte dos três médicos

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A polícia encontrou três corpos em Jacarepaguá
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A polícia encontrou três corpos em Jacarepaguá

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Na Gardênia Azul, a polícia investiga o que aconteceu
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Na Gardênia Azul, a polícia investiga o que aconteceu

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O corpo de Lesk foi encontrado na Gardênia Azul
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O corpo de Lesk foi encontrado na Gardênia Azul

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O veículo foi alvo de diversos tiros
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O veículo foi alvo de diversos tiros

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Philip Motta é conhecido como Lesk e teria sido o responsável pela execução dos médicos
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Philip Motta é conhecido como Lesk e teria sido o responsável pela execução dos médicos

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Ryan Nunes de Almeida é suspeito de estar envolvido em execução de médicos no Rio
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Ryan Nunes de Almeida é suspeito de estar envolvido em execução de médicos no Rio

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Três médicos foram assassinados a tiros em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante a madrugada desta quinta-feira (5/10)
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Três médicos foram assassinados a tiros em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante a madrugada desta quinta-feira (5/10)

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Vídeo flagra momento da execução
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Vídeo flagra momento da execução

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Morte por engano

A suspeita da polícia é que o médico Perseu Almeida teria sido confundido com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho do Dalmir Pereira Barbosa, apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras.

Taillon e Perseu têm semelhanças físicas, e o miliciano mora bem próximo ao quiosque onde os médicos estavam. O grupo de profissionais da saúde estava no Rio para participar de um congresso internacional.

O Metrópoles apurou que líderes do Comando Vermelho (CV) ficaram indignados com o erro dos comparsas e temerosos de que o crime provocasse um revide brutal das autoridades. Assim, os supostos assassinos dos médicos teriam sido submetidos a um “tribunal do crime” que lhes imputou a pena de morte.

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