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Brasil

SUS amplia teleatendimento psicológico a mulheres vítimas de violência

Serão disponibilizados 100 mil atendimentos mensais, que também contemplarão mães atípicas e familiares mulheres de pessoas com deficiência

24/08/2026 18:37
Joédson Alves/Agência Brasil
Violência contra a mulher

A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, nesta segunda-feira (24/8), o novo serviço de teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão disponibilizados 100 mil teleatendimentos mensais para os públicos.

A iniciativa estará disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital — através da aba Acolhe Mais — e também contemplará outras familiares, como tias, avós e irmãs, que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

O atendimento remoto, classificado como “sigiloso e acolhedor”, oferecerá orientação e acompanhamento por profissionais especializados. Segundo o Ministério da Saúde, o serviço é uma alternativa de acesso ao cuidado em saúde mental ou uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, a ministra das Mulheres substituta, Eutália Barbosa, também participaram do lançamento, feito em Brasília.

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Cada usuária poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. Ao final das sessões, a pessoa poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado diretamente.

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Durante a cerimônia, a primeira-dama lamentou que seja necessário promover programas específicos para mulheres vítimas de violência no SUS, mas destacou que as ações são necessárias.

“A gente poderia estar investindo em outras coisas. Temos no SUS o programa de reconstrução dentária para as mulheres vítimas de violência. É importante, mas não me deixa feliz. […] Mas a gente precisa disso. Em nome das mulheres, eu agradeço”, disse Janja.

“Nós mulheres precisamos seguir vivas e saudáveis. Queremos ter uma vida tranquila, confortável, criar nossos filhos com tranquilidade, sem ter o medo batendo na nossa porta. Ou entrando pela nossa porta, o que é mais triste ainda”, declarou a primeira-dama.

O teleatendimento está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A rede de profissionais é composta por psicólogas mulheres, para que as pacientes se sintam mais seguras e confortáveis.

Como acessar

Para acessar o atendimento, é preciso entrar no aplicativo Meu SUS Digital, com a conta gov.br. Na plataforma, a usuária deve clicar em “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres.

Em seguida, a paciente será direcionada para a plataforma da AgSUS, onde fará o cadastro e será direcionada de acordo com o seu caso: está vivendo ou viveu algum tipo de violência ou é cuidadora de alguém.

Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, ela receberá lembretes e, no dia, o link para acessar o teleatendimento.

No caso de violência, no primeiro contato, serão avaliados possíveis riscos, a rede de apoio e as principais demandas da mulher. Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190.

Já para os casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais responsáveis pela articulação com os serviços de saúde territoriais poderão realizar os encaminhamentos necessários, a partir das demandas identificadas.