Superlotada, prisão de pai de Vorcaro passou por interdição e rebelião
Presídio Nelson Hungria é o maior de Minas Gerais e acumula problemas. Henrique Vorcaro teve um surto na unidade prisional
atualizado
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O presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso, foi interditado parcialmente em 2024 por causa da superlotação e problemas de baixo efetivo de agentes.
Henrique Vorcaro teve um surto na unidade nessa quinta-feira (21/5). Ele está preso no local desde 14 de maio, após ser alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Em dezembro de 2024, o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, que autorizou a interdição do prédio, determinou a exoneração de 142 agentes, o que provocoou prejuízos às operações do complexo.
Por causa da interdição, ficou proibido receber ou transferir novos custodiados para o local.
Nesse período, a penitenciária estava com 61,3% mais presos do que a capacidade projetada. Em maio de 2025, a Justiça determinou a desinterdição do complexo.
O Nelson Hungria é considerado uma das maiores e mais importantes unidades prisionais do estado de Minas Gerais, abrigando presos de alta periculosidade. De 2010 a 2015, o goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, ficou preso no local.
Em 2013, durante uma rebelião no Pavilhão 1, 90 prisioneiros mantiveram uma professora e um agente penitenciário reféns por mais de 24 horas.
Surto na prisão
Henrique Vorcaro tem tido dificuldades para se adaptar à rotina do complexo prisional, o maior de Minas Gerais e que tem problemas de superlotação.
O empresário, diagnosticado com depressão, teria sofrido lapsos de memória, choros, além de surtos intercalados por momentos de tristeza e desespero. A situação teria se agravado após ele receber a notícia da rejeição da delação de Daniel Vorcaro por parte da PF.
Um dos principais alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro é pai do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo investigação da Polícia Federal, Henrique e o filho teriam ocultado de credores e vítimas de fraudes do Banco Master pelo menos R$ 2,2 bilhões, mesmo após o início das apurações.
De acordo com a PF, Henrique Vorcaro usava os serviços da milícia privada chamada de “A Turma” e do grupo “Os Meninos”, para intimidar desafetos, obter ilicitamente informações sigilosas e monitorar investigações de interesse da organização criminosa.







