STF impõe a general segunda maior condenação da trama golpista
Mario Fernandes foi condenado a 26 anos e 6 meses e só fica atrás da pena aplicada a Bolsonaro
atualizado
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O general Mário Fernandes, réu no núcleo 2 da trama golpista, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 26 anos e seis meses de prisão. É a segunda maior condenação relacionada à tentativa de golpe, atrás apenas da imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi de 27 anos e 3 meses.
O militar, integrante das forças especiais do Exército — cujos membros são conhecidos como kids pretos —, é apontado como idealizador do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.
A pena aplicada ao general pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhada pelos demais ministros da Primeira Turma.
Conforme decidido pelo colegiado, a condenação totaliza 26 anos e seis meses, sendo 24 anos em regime fechado e dois anos e seis meses em regime de detenção, além de 120 dias-multa. Os ministros ainda vão deliberar sobre a perda da patente de Mário Fernandes como general.
“Pensamento digitalizado”
Em interrogatório no STF em julho, o general – que atuou como secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência – reconheceu ser o autor do documento e afirmou que o plano não passava de um “pensamento digitalizado”.
O material foi apreendido pela Polícia Federal (PF) com o general. Inicialmente nomeado como “Fox_2017.docx”, o arquivo passou a ser denominado “Punhal Verde e Amarelo” por ele próprio.
Mario está preso desde novembro de 2024.
