STF: disputa de terras entre Piauí e Ceará pode afetar 245 mil pessoas

Piauí reivindica posse terras que atualmente pertencem ao Ceará. Região tem parques, produção agrícola, escolas, hospitais e um aeroporto

atualizado 12/06/2022 12:21

Estatua em frente ao STF - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

Ceará e Piauí disputam uma região de 2,8 mil quilômetros quadrados (km²) na Serra da Ibiapaba. O litígio pode afetar as vidas de 245 mil moradores da região. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob a relatoria da ministra Carmén Lúcia. O portal G1 CE mapeou os impactos do embate.

Segundo a reportagem, o Piauí reivindica a posse das terras, alegando que o Ceará teria invadido o terreno. Trata-se de uma disputa secular. A região abriga pontos de geração de energia limpa, parques ecológicos com potencial turístico, polos de agronegócio, escolas, unidades de Saúde, estradas e o aeroporto de São Benedito.

O embate começa a afastar investidores e ameaça criar novas barreiras comerciais na região. A área tem reservas de água e minerais. O Piauí nega interesse econômico na região, enquanto o governo do Ceará alega que atua para manter a integralidade do território.

Caso o pedido do Piauí seja acolhido pelo STF, 13 cidades cearenses perderão até 90% do território. A lista é composta por: Granja, Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara, Ibiapina, São Benedito, Carnaubal, Guaraciaba do Norte, Croatá, Ipueiras, Poranga, Ipaporanga e Crateús. Neste caso, o Piauí ganharia 172 unidades de saúde, 290 escolas e 598 torres eólicas.

Já decisão favorável ao Piauí ampliaria o tamanho de oito cidades piauienses. Tratam-se de Luís Correia, Cocal, Cocal dos Alves, São João da Fronteira, Pedro II, Buriti dos Montes, Piracuruca e São Miguel do Tapuio. A Serra da Ibiapaba tem parques eólicos que somam 598 aerogeradores.

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