Sob pressão, oposição perde três assinaturas em PEC alternativa à 6×1

Senadores Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG) recuaram do apoio ao texto após críticas nas redes

atualizado

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Romario
1 de 1 Romario - Foto: Reprodução

Três senadores retiraram suas assinaturas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa ao fim da escala 6×1, apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). São eles: Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG), todos do grupo da oposição.

O texto, que propõe um modelo alternativo de jornada de trabalho, passou a enfrentar repercussão negativa nas redes sociais após governistas acusarem a proposta de abrir brecha para uma jornada de sete dias consecutivos de trabalho. Marinho rechaça os ataques e argumenta que a proposta dá “liberdade” para trabalhador e empresário negociarem sua jornada sem interferência do Estado.

A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27/5) e agora passa a ser alvo de pressão para avançar no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que pretende se reunir na próxima semana com os líderes partidários para definir um cronograma de tramitação da proposta.

Um dos primeiros a anunciar a retirada do apoio ao texto alternativo foi Romário (PL-RJ). O ex-jogador comunicou a decisão em uma publicação no X (antigo Twitter) e afirmou que “fazer política também é saber ouvir a população”.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirmou, em publicação no Instagram, que retirou sua assinatura da PEC da oposição para permitir que “a pauta da escala 6×1 avance no Senado, em defesa do trabalhador”.

Em discurso no plenário do Senado, na terça-feira (2/6), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) pediu que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dê prioridade à PEC aprovada pela Câmara.

“Então, eu peço que vossa excelência dê prioridade à que veio da Câmara […]. Porque eu tenho dois anos aqui — antes de alguns oportunistas que estão agora falando para acabar com a escala —, eu tenho dois anos, inclusive criticado pela direita, muitos políticos de direita me criticando: ‘O Cleitinho está errado’. Não! É porque eu penso, é porque a vida inteira eu trabalhei nessa maldita escala, eu passei na pele, eu senti na pele, junto com meu pai”, declarou o parlamentar.

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