Sob pressão, governo Lula tem semana com maior liberação de emendas de 2025

Congresso impôs derrota histórica ao presidente Lula com derrubada do IOF, e Planalto aposta em emendas para pavimentar a relação

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente Lula (PT), ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente -- Metrópoles
1 de 1 O presidente Lula (PT), ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente -- Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governo federal fechou a última sexta-feira (27/6) tendo a semana com a maior liberação de emendas em 2025. Ao todo, foi pago R$ 1,6 bilhão, enquanto o Congresso Nacional impôs a maior derrota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no seu terceiro mandato à frente do Planalto, com a derrubada surpresa do reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A liberação de um montante semelhante numa única semana ocorreu em fevereiro, entre os dias 17/2 e 21/2, quando o governo Lula buscava um acordo para votação do Orçamento de 2025. Na ocasião, foi pago R$ 1,2 bilhão, logo antes de o Congresso fechar um acordo para votação da peça orçamentária para depois do Carnaval.

Veja o histórico da liberação semanal de emendas em 2025:

Até o momento, o governo Lula pagou R$ 8,5 bilhões de emendas neste ano. Ou seja, somente na semana passada, o Planalto pagou quase 20% das rubricas liberadas em 2025. Há ainda R$ 50,38 bilhões autorizados, sendo R$ 38,65 bilhões de pagamento impositivo, isto é, que precisam ser pagos pelo Executivo até 31/12.

Emendas e impasse de Lula com Congresso

A liberação das rubricas dos parlamentares é apontada como um dos pré-requisitos para a retomada do diálogo entre o Executivo e o Legislativo. Na última semana, a relação chegou ao seu pior momento com a derrubada do reajuste do IOF e a reação do governo Lula, que faz pressão nas redes e se prepara para acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Congresso.

Sob pressão, governo Lula tem semana com maior liberação de emendas de 2025 - destaque galeria
6 imagens
Jaques Wagner e Davi Alcolumbre
Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
Presidente da Câmara, Hugo Motta, conversa com líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), no plenário da Câmara
Proposta foi vetada por Lula
O presidente Lula vetou proposta aprovada pelo Congresso
Alcolumbre é presidente do Senado
1 de 6

Alcolumbre é presidente do Senado

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jaques Wagner e Davi Alcolumbre
2 de 6

Jaques Wagner e Davi Alcolumbre

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
3 de 6

Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Câmara, Hugo Motta, conversa com líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), no plenário da Câmara
4 de 6

Presidente da Câmara, Hugo Motta, conversa com líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), no plenário da Câmara

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Proposta foi vetada por Lula
5 de 6

Proposta foi vetada por Lula

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O presidente Lula vetou proposta aprovada pelo Congresso
6 de 6

O presidente Lula vetou proposta aprovada pelo Congresso

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Apesar de a derrubada do IOF ter pegado Lula de surpresa, parlamentares apontavam nos bastidores motivos para insatisfação com o Planalto. O maior foi a posição adotada pelo governo após o Congresso derrubar vetos do presidente para encarecer a conta de luz. O Executivo fez uma campanha para se blindar e deixar com o Legislativo o ônus pela decisão impopular tomada por deputados e senadores.

Após a insatisfação com a postura do Planalto, a falta da liberação de emendas era o assunto mais citado. Há reclamação sobre a falta de pagamento de rubricas de anos anteriores, inclusive de 2023. Até a votação da derrubada do IOF, o governo Lula havia segurado R$ 8,3 bilhões em transferências do primeiro ano de gestão e outros R$ 12,21 bilhões de 2024.

A pressão sobre as emendas também é uma das apostas do governo para superar a crise. Um dos argumentos que o Planalto usa para convencer o Congresso a aprovar a Medida Provisória (MP) com medidas arrecadatórias é que, sem dinheiro, o Executivo precisará bloquear gastos. E qualquer montante bloqueado também atingirá em 25% as transferências dos parlamentares.

De acordo com fontes do Planalto, a derrubada do IOF e a ausência de medidas arrecadatórias devem levar a um bloqueio de R$ 12 bilhões no Orçamento federal. Ou seja, R$ 3 bilhões em emendas podem morrer na gaveta do Planalto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?