Só PT, Marina e Ciro citam políticas para museus em planos de governo

Tema ganhou destaque após incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro

atualizado

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Museu Nacional do Rio de Janeiro
1 de 1 Museu Nacional do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Facebook

De 13 candidatos à Presidência da República, apenas PT, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) registram em seus planos de governo a intensificação da proteção do patrimônio histórico do país arquivado em museus e bibliotecas. O tema ganhou destaque após o incêndio deste domingo (2/9) que destruiu o Museu Nacional (foto acima), na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Em seu programa, o PT defende a democratização ao acesso à produção fomentada com recursos públicos. De acordo com o documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido pretende impulsionar as atividades do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

“Retomaremos, de forma ativa, as políticas para patrimônio e museus através do IPHAN e do IBRAM. Essas duas instituições serão dotadas das condições para que conduzam iniciativas amplas e diversificadas de proteção e promoção do patrimônio cultural e de fortalecimento da política nacional de museus.”

Na última sexta-feira (31/8), o TSE indeferiu o registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva como cabeça-chapa do PT na corrida presidencial. O partido tem mais oito dias para definir o substituto do ex-presidente. A tendência é que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, assuma o posto.

Já Marina Silva promete, para seu eventual governo, a garantia da memória da ancestralidade, histórias, costumes e tradições dos brasileiros.

“A política de preservação do patrimônio abrange o patrimônio natural e o conhecimento científico. Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, sonoros e visuais de tradições orais e da produção contemporânea; e realizar tombamentos, a preservação e revitalização ambiental”, diz o plano da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente.

Sem aprofundar ideias, Ciro Gomes defende o incentivo à política cultural “para além do mecenato”, com a preservação e ampliação do patrimônio artístico-cultural brasileiro como um dos pilares de sua eventual gestão.

Os outros 10 candidatos
Políticas de fomento à cultura são abordadas de diversas formas pelos demais presidenciáveis. A área é o último ponto apresentado por Geraldo Alckmin (PSDB) em seu plano de governo. O tucano diz que reconhecerá “as diversas manifestações da cultura brasileira em seu valor intrínseco, como ferramenta de projeção do Brasil e como parte da política de desenvolvimento econômico”.

Guilherme Boulos (PSol) fala, em seu plano de governo, democratizar o acesso à cultura. Essa proposta geral pilares da ideia de revogação da PEC 95 (Teto dos Gastos). Alvaro Dias (Podemos) defende a juntar demandas do setor com investimentos em ciência e turismo. João Amoêdo (Novo) quer novas políticas de financiamento cultural, como fundos patrimoniais.

José Maria Eymael (DC) quer promover parcerias com o setor privado para incentivar a produção cultural. João Goulart Filho (PPL) quer restabelecer o protagonismo do Estado como formulador e indutor das prioridades culturais públicas. Vera Lúcia (PSTU)

Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU) não apresentam proposta para a cultura em seus planos de governo.

O incêndio
Na noite deste domingo (2), o Museu Nacional foi atingido por um incêndio de grandes proporções. Ainda não há informações sobre o que teria iniciado as chamas, mas a direção da instituição vinha alertando sobre as condições físicas do prédios há anos. Não há relatos de vítimas. No momento do incêndio, por volta das 19h30, o local estava fechado para visitantes.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Roberto Bobadey, destacou que a Defesa Civil fez uma avaliação preliminar, que indica que a estrutura principal ainda está preservada, mas que no interior do complexo, algumas áreas desabaram. “As paredes da frente são muito grossas, muito fortes e, por enquanto, está sob controle.” Relatou também que equipes de bombeiros conseguiram salvar algumas obras. “A gente conseguiu tirar muita coisa de lá”, comemorou.

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Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro
Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro
Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão
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Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro

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Chamas destroem Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro

Tânia Rego/Agência Brasil

Um inquérito será aberto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para apurar se o incêndio foi criminoso. O resultado da investigação deve ser conduzida pela Delegacia de Repressão à Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal.

20 milhões em coleções
Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil e um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. Serviu como palácio da família real portuguesa entre 1808 a 1821. O edifício é tombado pelo Iphan desde 1938.

Seu acervo era composto por mais de 20 milhões de itens, divididos em coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia, biologia, arqueologia e etnologia. Um dos elementos mais valiosos é o mais antigo fóssil humano encontrado no país, batizada de “Luzia”, parte da coleção de Antropologia Biológica. Achado em Lagoa Santa, em Minas Gerais, em 1974, trata-se de uma mulher que morreu entre os 20 e os 25 anos de idade e foi uma das primeiras habitantes do Brasil.

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