Situação da pandemia é “grave” para 9 entre 10 brasileiros, diz CNI

De acordo com pesquisa da confederação, a segunda onda de Covid-19 teve impacto maior na população, no isolamento social e no medo da doença

atualizado 03/05/2021 8:39

Coveiros do Cemitério do Caju, no RioAline Massuca/Metrópoles

A situação da pandemia de Covid-19 no Brasil é considerada grave ou muito grave para 89% dos brasileiros. Há um ano, eram 80%. Esse aumento de nove pontos percentuais é significativo e mostra que a segunda onda teve impacto maior na população, no isolamento social e no medo da doença. Os dados são de pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a segunda etapa do estudo “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, encomendado ao Instituto FSB, apenas 4% da população afirmam que a situação é nada grave. Foram entrevistadas 2.010 pessoas, entre 16 e 20 de abril.

A piora na percepção ocorreu, entre outros fatores, devido à proximidade da população com pessoas que morreram em decorrência do coronavírus. O levantamento mostra que 3 em cada 4 brasileiros perderam alguém. Aponta ainda que mais da metade perdeu amigos, 25% se despediram de parentes e 15% tiveram colegas de trabalho mortos pela Covid-19.

“Enquanto não houver uma vacinação em massa, a pandemia será motivo de grande preocupação para a população e continuará afetando o funcionamento das empresas, dificultando a esperada retomada da economia”, salientou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O gestor lembra que, em recente encontro com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, colocou as estruturas do Sesi e do Senai à disposição do governo para ajudar a acelerar o processo de imunização.

Perfil

A pesquisa mostra que as mulheres estão mais preocupadas. Para 93% delas, a situação é grave ou gravíssima. Esse percentual entre os homens é de 85%. Também há diferença entre regiões e faixas etárias. Ao todo, 86% dos entrevistados entre 25 e 40 anos consideram a pandemia grave. Tal percepção sobe para 92% na parcela da população com mais de 60 anos.

No Norte e no Centro-Oeste, 85% veem a situação como grave, e 8% acreditam que é pouco ou nada grave. No Sudeste, 92% avaliam o cenário pandêmico no Brasil como grave ou gravíssimo. E 3%, como pouco ou nada grave.

Mais da metade da população relata ter muito medo da pandemia

Segundo a sondagem da CNI, 56% dos participantes afirmam ter medo grande ou muito grande da pandemia. Apenas 3% não têm nenhum medo. Na divisão por sexo, 63% das mulheres garantem ter medo grande ou muito grande. Entre os homens, esse percentual cai para 49%.

O levantamento aponta ainda que 44% dos entrevistados acreditam que o número de casos e mortes provocados pela pandemia de coronavírus vai aumentar ou aumentar muito nos próximos dois meses. A principal diferença está na idade: 53% da população de 16 a 24 anos creem que a contaminação vai piorar; 48% das pessoas entre 25 a 40 anos fazem a mesma avaliação; 40% dos que têm entre 41 e 59 anos acham que a quantidade de contágios e óbitos deve aumentar; e 34% das pessoas com mais de 60 anos também têm essa percepção.

Confira a íntegra da pesquisa:

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