Trabalho remoto: como estão as relações profissionais na pandemia?

Guerohn Camilo Alves Prates, professor da Escola de Negócios da Uninter, fala sobre o trabalho remoto na pandemia

atualizado 30/04/2021 15:00

O Dia do Trabalho é celebrado em 1° de maio desde o final do século 19, mas atualmente deve ser comemorado de uma maneira diferente, considerando a atual configuração dos setores de trabalho trazida pela pandemia, especialmente no caso do home office. Novos horários, outra organização dos espaços em casa, (re) divisão das tarefas, adaptações. Dentro desta nova concepção, o relacionamento intrapessoal (comunicação interna do indivíduo) e interpessoal (comunicação com o próximo – família, amigos e colegas de trabalho) precisaram passar por ajustes e ser encarados como mais um desafio.

Hoje, mediante a crise trazida pela Covid-19, a principal missão tem sido preservar as fontes de sustento e emprego dos trabalhadores. Porém, mais do que isso, é preciso saber lidar com as novas exigências que diariamente têm afetado as relações humanas, na busca de manter um contato satisfatório, prazeroso e produtivo durante as atividades diárias, principalmente as profissionais.

Como ponto de partida para esta reflexão é preciso ressalvar que, para as comunicações intrapessoais e interpessoais resultarem em relações saudáveis, é necessário reconhecer determinados padrões de pensamentos que são estabelecidos dentro do ambiente de atuação dos profissionais.

Já faz mais de um ano que este novo formato de trabalho remoto prevalece em muitas atividades, e o distanciamento social ainda precisa ser mantido, então dá para questionar a qualidade dos relacionamentos profissionais e pessoais. Neste contexto, a comunicação eficaz é de grande importância para que se consiga criar e manter laços, encarar novas situações e cultivar a empatia.

No âmbito profissional, neste momento, a mudança de maior relevância está fincada na tecnologia, pois o relacionamento interpessoal passou a ter como alicerce o mundo virtual. As muitas reuniões on-line em home office são o principal exemplo de como tem sido essa adaptação, para que os profissionais deem conta de desenvolver e manter as atividades do seu trabalho.

Essa circunstância pode nos levar a pensar que surgiram novas dificuldades, mas a verdade é que certas relações interpessoais já existiam e só foram potencializadas por um convívio intenso no ciberespaço, e por situações de estresse e incertezas oriundas do distanciamento e do trabalho em casa. Nesse cenário, os relacionamentos intrapessoais e interpessoais (assim como todos as demais partes das atividades profissionais) precisam das ferramentas tecnológicas para sua efetivação, adequando-se à necessidade de cada área.

Agora já está mais que provado: o convívio à distância é possível e efetivo. E exige prezar pela boa qualidade, independente do espaço e da distância de sua atuação, considerando a possibilidade de oportunizar a aprendizagem. Pela tecnologia, há novas formas de se reunir, novas adaptações nas trocas e na construção do conhecimento, e esses fatores acrescentam na formação e na relação interpessoal do indivíduo. Ainda que diferentes, as novas relações não podem ser encaradas como algo negativo no desenvolvimento profissional. Elas são mais uma habilidade social para somar.

(*) Guerohn Camilo Alves Prates é graduado em Administração e especialista em Planejamento e Gestão Estratégica, bem como em Formação Docente Para EaD. É professor na Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios do Centro Universitário Internacional UNINTER

Website: http://www.uninter.com

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