Servidores que tiveram contato com Queiroga no Brasil serão testados

Ministro viajou de Brasília a Nova York, nos EUA, na manhã de domingo (19/9), após realizar teste RT PCR e ter resultado negativo

atualizado 22/09/2021 12:55

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, fala com à imprensa sobre a saída do governo 5Hugo Barreto/Metrópoles

O Ministério da Saúde orientou servidores da pasta que tiveram contato com o ministro Marcelo Queiroga a realizarem teste para detecção do coronavírus.

O ministro embarcou em Brasília, com destino a Nova York, nos Estados Unidos (EUA), na manhã de domingo (19/9), após realizar teste RT PCR e ter resultado negativo. Na noite de terça-feira (21/9), ele testou positivo para o vírus, antes de retornar ao Brasil.

Queiroga esteve com servidores da pasta nos dias anteriores à viagem. Na quinta-feira (16/9), o ministro foi a Natal (RN) para lançar o Plano Nacional de Expansão da Testagem para o novo coronavírus, acompanhado de funcionários do órgão federal. O cardiologista ficou na cidade até o fim da tarde de sexta-feira (17/9).

Procurado pelo Metrópoles, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, ressaltou que toda a comitiva que embarcou com Queiroga para Natal será testada. Os exames serão realizados apenas por precaução, já que o ministro foi para Nova York com resultado negativo e, em teoria, não estava transmitindo o vírus.

Na manhã desta quarta, interlocutores informaram ao colunista Igor Gadelha que Queiroga está com sintomas leves da Covid-19. O ministro apresentou estado “febril” e precisou tomar remédios para regular a temperatura corporal.

Ainda nesta manhã, Queiroga contou à coluna que foi avisado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro do resultado positivo e anunciou que cumprirá a quarentena de 14 dias no hotel onde estava hospedado na cidade.

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Diagnosticado horas antes do retorno previsto ao Brasil, o ministro da Saúde estava assintomático até a noite de terça-feira (21/9). Ele cumprirá quarentena no hotel em que já estava hospedado em Nova York.

É o segundo caso de infecção pela doença na comitiva de Jair Bolsonaro, que viajou para a 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. A primeira ocorrência foi a contaminação do diplomata que preparou a viagem brasileira à ONU.

Na manhã desta quarta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que toda a comitiva realize quarentena de 14 dias após desembarcar em território brasileiro.

A agência reguladora enviou ofício à Casa Civil da Presidência da República, pontuando que a situação deve ser objeto de apreciação imediata pelo órgão.

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