Líder do governo na Câmara diz que reforma não traz alívio fiscal imediato

O deputado federal Ricardo Barros destacou que os efeitos das mudanças propostas serão sentidos apenas nos próximos 30 anos

atualizado

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1 de 1 Ricardo Barros PP - Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta quinta-feira (3/9) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa anunciada e que será entregue à Câmara dos Deputados não traz nenhum alívio fiscal imediato.

“Não tem alívio (fiscal) nenhum, porque nada acontece para os atuais servidores. Teremos no futuro menos servidores, mais qualificados, um governo digital, informatizado e melhores serviços para a população”, disse Barros, em entrevista à CNN.

Segundo o parlamentar, a reforma proposta pelo governo Bolsonaro acena para os próximos anos. “Essa reforma é para os próximos 30 anos, porque os servidores que entrarão nos próximos concursos, com essas regras, ficarão anos no serviço público”, afirmou.

Barros destacou que o governo não incluiu os atuais servidores na reforma para evitar desgastes na Justiça. ”Iríamos esbarrar em ações judiciais preservando eventuais direitos adquiridos e isso impediria o andamento da reforma. É melhor termos uma reforma daqui para frente”, explicou.

Saiba mais sobre reforma administrativa no ponto a ponto que o Metrópoles preparou.

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta trouxe a mensagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do encaminhamento da proposta ao Congresso Nacional. Porém, a entrega simbólica à Câmara está marcada para 18h.

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Thiago S. Araújo/Especial para o Metrópoles

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