Com salário defasado em 32,6%, servidores temem piora e congelamento

Dados divulgados pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) apontam insegurança na classe

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 06/10/2019 11:06

Estudo divulgado pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aponta que 785 mil dos cerca de 1 milhão de servidores públicos acumulam defasagem salarial de 32,6% entre julho de 2010 e dezembro de 2019. Diante das promessas de austeridade econômica no governo Jair Bolsonaro, a categoria teme congelamento de salários.

No mesmo período, cerca de 253 mil servidores acumularam defasagem de 14,8%.

Em entrevista ao portal O Dia, o presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, demonstrou preocupação com o cenário. Segundo ele, a falta de reajustes aliada a medidas como a reforma da Previdência deve impactar no orçamento mensal dos servidores, sobretudo dos aposentados. “Os servidores não são os vilões dos gastos públicos como tentam dizer”, destacou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em junho que os governos anteriores contrataram servidores públicos em excesso e promoveram reajustes salariais “ferozmente”. Por isso, segundo o economista, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) optará por não realizar concursos públicos nos próximos anos.

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