Bolsonaro: próxima reforma mexe em regras de servidor público

Para o presidente, a proposta de mudanças administrativas tem mais chances de avançar no Congresso Nacional do que a tributária

José Dias/PRJosé Dias/PR

atualizado 22/10/2019 23:13

Passada a reforma da Previdência, nesta terça-feira (22/10/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) considera que o próximo passo deverá ser a reforma administrativa, proposta para reformular o “RH do Estado”, com redução no número de carreiras e também do salário de ingresso de servidores públicos.

Para Bolsonaro, a reforma administrativa tem mais chances de avançar do que a reforma tributária, que ficaria para depois. Ele ponderou, no entanto, que a decisão também depende da vontade do Parlamento.

“Temos dois destaques (da reforma da Previdência) que ficaram para amanhã [quarta-feira]. E aí (vem) a tributária ou administrativa, a que for mais fácil de passar. As duas são importantes. A tributária sempre é complicada, há muito tempo se tenta e não se consegue. Acredito, não depende apenas de mim, que a administrativa seja de tramitação menos difícil”, avaliou Bolsonaro na saída do café da manhã do Hotel Imperial, onde está hospedado em Tóquio, Japão.

Aval de lideranças
Nessa terça, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pode aproveitar textos que já estão em tramitação na Casa para acelerar a reforma administrativa pretendida pelo governo Jair Bolsonaro. A estratégia, porém, ainda depende do aval de lideranças e também da equipe econômica.

No Japão, Bolsonaro contou a jornalistas que foi informado “em tempo real” sobre a votação do texto-base da reforma previdenciária no Senado. Ele fez um agradecimento ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pelo resultado de 60 votos a 19, superior ao primeiro turno. “Foi um placar bastante largo”, comemorou o presidente.

Últimas notícias