Sequestrador de BH já foi preso por matar e colocar rato na boca de ex

Leandro Pereira Mendes foi baleado pela polícia na manhã desta quinta-feira após fazer criança e jovem reféns em BH por mais de 15h

atualizado 27/09/2022 11:30

Leandro Mendes foi morto por sniper da polícia após fazer reféns em BH Reprodução / redes sociais

O homem que foi baleado após fazer uma criança autista de 7 anos e um jovem de 23 reféns em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (22/9), já havia sido condenado pela morte de uma ex-mulher. Em 2008, ele enforcou a vítima, Rosana Batista Cândido, de 19 anos, com um sutiã e depois colocou um rato na boca dela.

De acordo com a acusação, Leandro Pereira Mendes (foto em destaque), de 39 anos, não se conformava com o término do relacionamento. Por esse crime, ele foi condenado a 14 anos de prisão em maio de 2011, mas ficou detido até junho de 2016, quando passou a cumprir a pena em regime aberto. Leandro foi preso no dia seguinte ao homicídio, que na época chocou e teve grande repercussão pela crueldade.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta, a porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, major Layla Brunnela, falou sobre o assassinato de 2008. “Fim de relacionamento que ele não aceitou. Torturou e colocou animais peçonhentos na boca da ex-mulher. Foi com requintes de crueldade”, disse.

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Baleado por sniper da polícia

Desta vez, Leandro foi à casa da outra ex-companheira e tentou abordá-la, mas ela escapou com a ajuda de um vizinho. Segundo testemunhas, Leandro e a mulher são primos e ele também não aceitava o fim do relacionamento, que teria terminado há aproximadamente dois meses.

O filho dela, porém, foi feito refém junto ao amigo da mulher. O menino tem 7 anos, é autista e sofre de epilepsia. O sequestro durou mais de 15 horas e os reféns foram liberados depois que Leandro foi baleado por um sniper, atirador de elite da polícia. Ele foi socorrido em estado grave.

O homem invadiu a casa às 18h dessa quarta-feira (21/9). Ele manteve os dois reféns sob a mira de um revólver e dizia que só sairia da residência morto. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tentaram negociar a liberação das vítimas, sem sucesso.

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