Separadas na maternidade, gêmeas se reencontram ao serem adotadas por casal

Aline e Alice foram separadas ao nascer: uma das meninas foi adotada, a outra ficou com a mãe biológica por dois anos até se unir à irmã

atualizado 08/08/2020 16:42

Reprodução/TV Subaé

Um doce reencontro aconteceu no último dia 13 de julho em Feira de Santana (BA): as gêmeas Aline e Alice, separadas na maternidade, se tornaram família novamente dois anos depois do ocorrido. As duas meninas foram adotadas pela assistente social Ana Cristina Almeida e pelo técnico em automação industrial Júlio Ramos.

Segundo informações da TV Subaé, as meninas nasceram em Teixeira de Freitas, município no sul do estado. Alice veio ao mundo com má formação da laringe e da traqueia e com menos de um mês de vida, foi transferida para o Hospital da Criança, em Feira de Santana. A recém-nascida foi abandonada pela mãe, que ficou apenas com Aline.

Trabalhando no hospital, Ana Cristina conheceu a menina e passou a acompanhar o caso. “Alice sempre foi uma criança muito apaixonante, muito querida por todos. Eu sempre falava dela para minha família. Na minha casa todo mundo já conhecia Alice, a gente já orava por ela antes de iniciar o processo de adoção. Quando ela chegou, sempre pareceu que ela era nossa”, relatou a assistente social à televisão.

O casal pensava em ter filhos e, surpreendido pela proposta de Ana de adotar Alice, Júlio aceitou. O casal sabia que a menina tinha uma irmã gêmea, mas passaram dois anos sem saber onde a criança estava: segundo o serviço social do estado, a família biológica das gêmeas é nômade e não era simples descobrir o paradeiro da garota. Com o processo de adoção de Alice, o casal tornou-se prioridade para adotar também Aline, visto que a Justiça tinha a intenção de mantê-las juntas.

Dois anos depois, Ana e Júlio foram informados que Aline estava em um abrigo em sua cidade natal e que havia entrado na fila de adoção. Pouco depois, as meninas se reencontraram. “Foi bonito ver que mesmo esses dois anos de separação não quebraram esse laço que existia entre elas duas, de família, de sangue”, lembra a mãe, que descobriu na mesma época que estava grávida do filho caçula, Pedro, hoje com três meses.

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