Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Com fratura no fêmur, Edison Lobão é operado em hospital de Brasília

Senador, presidente licenciado da CCJ e investigado pela Lava Jato, teve uma fratura no fêmur e, agora, se recupera na UTI

19/03/2018 07:24, atualizado 19/03/2018 12:21
Daniel Ferreira/Metrópoles
Com fratura no fêmur, Edison Lobão é operado em hospital de Brasília

O senador Edison Lobão (MDB), 81 anos, está internado desde a noite desse domingo (18/3) no Hospital Santa Lúcia, no Setor Hospitalar Sul.

O parlamentar, presidente licenciado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e investigado pela Lava Jato, teve uma fratura no fêmur e foi operado na madrugada desta segunda (19). Segundo o hospital, ele passa bem.

A segurança no local foi reforçada. Ainda no domingo (18), Lobão recebeu a visita do ex-presidente José Sarney (MDB). O parlamentar, agora, se recupera na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles.

Reprodução

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
O senador está fora do mandato desde o fim do ano passado, quando apresentou um pedido de licença-saúde para o período entre dezembro e março. Para o seu lugar, a Casa convocou o suplente Pastor Bel (PRTB-MA).

Lobão foi citado em delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato. Mas, desde o início das investigações, nega envolvimento no esquema de corrupção.

Quando ele era ministro de Minas e Energia, Lobão teria recebido R$ 1 milhão do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Em troca, o empresário teria ingerência política em favor dos interesses do consórcio responsável pelas obras da usina nuclear Angra 3.

O ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, outro delator da operação, disse que o senador “queria receber a maior propina mensal paga aos membros do PMDB”.

No ano passado, o senador foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de integrar organização criminosa, juntamente com outros emedebistas: Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), além de José Sarney.

Para a PGR, há indícios de que o grupo controlava as nomeações da Diretoria Internacional da Petrobras e, em troca, recebia propina dos diretores escolhidos para o cargo.