Contarato presidirá CPI do Crime Organizado, em 1ª vitória do governo

Comissão é instalada uma semana após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Fabiano Contarato
1 de 1 Senador Fabiano Contarato - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O Senado instalou, nesta terça-feira (4/11), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado. E, em uma primeira vitória do governo Lula, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da comissão.

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a CPI tem, a partir desta terça, 120 dias para investigar especialmente o crescimento das facções e milícias em todo o país.

Governo e oposição não chegaram a um acordo para o nome do presidente, o que chegou a ser cogitado antes da abertura da CPI. Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) insistiram para que o comando da comissão ficasse com a oposição – no caso, com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Alessandro Vieira chegou a sugerir que Mourão abrisse mão da candidatura em favor de Contarato, o que não foi atendido, e o embate foi para o voto.

Numa vitória apertada do Palácio do Planalto (6 x 5), Fabiano Contarato foi eleito presidente da CPI. Mourão ficou na vice-presidência, eleito por aclamação, em um acordo sugerido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A relatoria ficou com Vieira, o autor do requerimento para a criação da comissão.

Logo após a definição do comando da CPI, os parlamentares fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos quatro policiais mortos durante a megaoperação no Rio.

Contarato presidirá CPI do Crime Organizado, em 1ª vitória do governo - destaque galeria
11 imagens
Senador Otto Alencar (PSB-BA)
Senador Jaques Wagner (PT-BA)
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)
Senador Otto Alencar (PSB-BA) e Senador Fabiano Contarato (PT-ES)
Senador Fabiano Contarato (PT-ES)
1 de 11

Senador Fabiano Contarato (PT-ES)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Otto Alencar (PSB-BA)
2 de 11

Senador Otto Alencar (PSB-BA)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Jaques Wagner (PT-BA)
3 de 11

Senador Jaques Wagner (PT-BA)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)
4 de 11

Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)
5 de 11

Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Otto Alencar (PSB-BA) e Senador Fabiano Contarato (PT-ES)
6 de 11

Senador Otto Alencar (PSB-BA) e Senador Fabiano Contarato (PT-ES)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Fabiano Contarato (PT-ES) e Jacques Wagner (PT-
7 de 11

Senador Fabiano Contarato (PT-ES) e Jacques Wagner (PT-

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Vice-presidente da CPI do Crime Organizado, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e senador Otto Alencar  (PSB-BA)
8 de 11

Vice-presidente da CPI do Crime Organizado, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e senador Otto Alencar (PSB-BA)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Fabiano Contarato (PT-ES) e senador Flávio Bolsonaro (PL-ES)
9 de 11

Senador Fabiano Contarato (PT-ES) e senador Flávio Bolsonaro (PL-ES)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Eduardo Girão (Novo-CE) enviou representação ao MPTCU contra licitação do Senado
10 de 11

Senador Eduardo Girão (Novo-CE) enviou representação ao MPTCU contra licitação do Senado

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Mesa da Eleição da CPI do Crime Organizado
11 de 11

Mesa da Eleição da CPI do Crime Organizado

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Após a megaoperação

A instalação da CPI foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dois dias após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.

De acordo com Vieira, o avanço do crime organizado ocorre em razão do “abandono do poder público”. “Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, disse o senador em suas redes sociais.

Onze senadores integrarão a CPI, dos quais 10 já foram indicados pelas lideranças partidárias.

Tanto a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto a oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pleiteavam a presidência do colegiado. Do lado governista, o nome cotado foi o de Fabiano Contarato (PT-ES); já a ala bolsonarista tinha a intenção de eleger Flávio Bolsonaro, mas depois decidiu indicar Mourão.

Trata-se de um tema sensível em meio aos desdobramentos da operação do Rio diante das eleições de 2026. A Segurança Pública é um tema caro para a direita bolsonarista, que vai tentar mirar a gestão petista.

A base de Lula, por outro lado, tenta evitar uma nova frente de desgaste no Congresso, ainda mais com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e do Projeto de Lei (PL) Antifacção, enviado pelo Palácio do Planalto na sexta-feira (31/10).

“Discussão eleitoreira”

A relatoria, por outro lado, já era dada como certa ao senador Alessandro Vieira. Ao Metrópoles o senador disse que seguirá uma linha técnica, criticou o que chamou de “discussão eleitoreira” e declarou que vai querer ouvir o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), mas também governadores petistas da Bahia e do Ceará.

“A gente vai trabalhar com a turma da ponta, na política, que são secretários e governadores, seguramente aqueles três ou quatro estados com as piores condições, e aqueles três ou quatro com as melhores. Então, a gente vai ter os governadores do Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, seguramente precisam ser, de alguma forma, ouvidos, com seus secretários”, disse.

Para Alessandro Vieira, o caso do Rio de Janeiro é um “acúmulo de décadas de omissão, de corrupção e de erros”.

“O Rio de Janeiro não foi sorteado por Deus para ter violência, mas tem ali um acúmulo de décadas de omissão, de corrupção, de erros, e a gente tem que combater isso. Então, acho que é hora de deixar fora da mesa a discussão eleitoreira, justificativas, todo mundo sentar com tranquilidade e racionalidade, acho que a CPI pode ser um espaço para isso, para quem conduz as discussões com tranquilidade”, declarou.

Com informações da Agência Senado.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?