Uma semana após operação no RJ, Senado instala CPI do Crime Organizado

Presidência do colegiado é disputada entre oposição e governo. Entre os cotados estão Fabiano Contarato (PT-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

atualizado

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Eduardo Anizelli/Folhapress
Corpos de homens que morreram durante confronto com a PolÌcia na ˙ltima terÁa-feira 28, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. OperaÁ„o policial nos complexos da Penha e Alem„o deixaram 64 mortos. Esse n˙mero È um recorde se mortos em operaÁıes policiais do estado do Rio de Janeiro
1 de 1 Corpos de homens que morreram durante confronto com a PolÌcia na ˙ltima terÁa-feira 28, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. OperaÁ„o policial nos complexos da Penha e Alem„o deixaram 64 mortos. Esse n˙mero È um recorde se mortos em operaÁıes policiais do estado do Rio de Janeiro - Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

O Senado Federal instala, nesta terça-feira (4/11), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, uma semana depois da megaoperação do governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que deixou 121 pessoas mortas e se tornou a mais letal da história do Estado.

O colegiado será formado por 11 senadores titulares e 11 suplentes. Após a instalação, os integrantes deverão eleger o presidente, que depois deverá indicar o relator da CPI.

Tanto a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto a oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pleiteiam a presidência do colegiado. Do lado governista, o nome cotado é o de Fabiano Contarato (PT-ES), enquanto a ala bolsonarista quer eleger Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Trata-se de um tema sensível em meio aos desdobramentos da operação do Rio à frente das eleições de 2026. A Segurança Pública é um tema caro para a direita bolsonarista, que vai tentar mirar a gestão petista.

A base de Lula, por outro lado, tenta evitar uma nova frente de desgaste no Congresso, ainda mais com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e do Projeto de Lei (PL) antifacção, enviado pelo Palácio do Planalto na sexta-feira (31/10).

A relatoria, por outro lado, é dada como certa ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ao Metrópoles, o senador disse que seguirá uma linha técnica, criticou o que chamou de “discussão eleitoreira” e declarou que vai querer ouvir o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), mas também governadores petistas da Bahia e do Ceará.

“A gente vai trabalhar com a turma da ponta, na política, que são secretários e governadores, seguramente aqueles três ou quatro Estados com as piores condições e aqueles três ou quatro com as melhores. Então a gente vai ter os governadores do Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, seguramente precisam ser de alguma forma ouvidos, juntamente com seus secretários”, disse.

Para Alessandro Vieira, o caso do Rio de Janeiro é um “acúmulo de décadas de omissão, de corrupção e de erros”.

“O Rio de Janeiro não foi sorteado por Deus para ter violência, mas tem ali um acúmulo de décadas de omissão, de corrupção, de erros, e a gente tem que combater isso. Então acho que é hora de deixar fora da mesa a discussão eleitoreira, justificativas, todo mundo sentar com tranquilidade e racionalidade, acho que a CPI pode ser um espaço para isso, para quem conduz as discussões com tranquilidade”, declarou.

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