Sem acordo com Correios, funcionários decidirão sobre greve

Representantes da estatal e dos empregados se reuniram nesta tarde no TST, que, por sua vez, pediu mais um mês para apresentar uma proposta

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 31/07/2019 17:54

Funcionários dos Correios vão decidir, em assembleia, nesta quarta-feira (31/07/2019), se entrarão em greve a partir desta quinta-feira (1º/08/2019) ou se aceitarão o pedido do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e prorrogarão o estado de greve até o próximo 31 de agosto.

O objetivo do tribunal é continuar com as negociações e apresentar formalmente uma proposta para a categoria. Entretanto, os horários das assembleias variam de estado por estado. Por isso, a resposta da categoria ao apelo da Corte só deve ser conhecida na noite desta quarta.

Isso porque, durante esta tarde, em uma audiência de mediação entre o TST, os Correios e os funcionários, o vice-presidente do tribunal, ministro Renato de Lacerda Paiva, pediu que a categoria adiasse o estado de paralisação por um mês, devido à “complexidade” das reivindicações.

“Era nossa intenção trazer uma proposta concreta em relação a esses pontos. Mas, em conversa com meu juiz auxiliar, verificamos que, a partir de interlocuções com a empresa e com os trabalhadores, existem vários aspectos que precisam ser esclarecidos”, explicou.

E acrescentou: “Houve o questionamento se depois da proposta feita haveria espaço para negociação. [A possibilidade] traria um complicador, uma vez posta a proposta ficaria difícil retomá-la para rediscutir”.

Espaço para acordo
Por isso, segundo o ministro, há um entendimento de que “existe um espaço muito grande” para chegar a um acordo. No entanto, precisaria de mais tempo. “Precisamos de tempo para poder dialogar um pouco mais e fazer alguns ajustes”, acrescentou.

A estatal aceitou a proposta do ministro de prorrogar o acordo coletivo de trabalho até 31 de agosto. Assim, estaria superada a questão da data-base e assegurado o plano de saúde para mães e pais de empregados da empresa.

As federações representantes dos trabalhadores dos Correios, contudo, alegaram que só terão uma resposta final quando for discutido o pedido em assembleia, com funcionários de todo o país.

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