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Secretário alvo dos EUA diz que sanção é "agressão à soberania"

Mozart Sales teve o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em virtude de sua participação no programa Mais Médicos

Daniela Santos14/08/2025 09:34, atualizado 14/08/2025 10:30
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Jerônimo Gonzalez/MS
Mozart Sales, secretário de Atenção Especializada do Ministério do Saúde

O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, que teve o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos, voltou a se manifestar sobre as sanções das quais foi alvo. Ele classificou a medida como uma “agressão injusta”, mas disse estar “muito tranquilo” com a situação.

Em uma publicação no Instagram, ele também defendeu o Mais Médicos como uma política pública para “garantir acesso à parcela mais vulnerável da população usuária do SUS”. Na sequência, Mozart considera que a “agressão” do governo norte-americano não é direcionada a ele e, sim, à soberania brasileira.

“Compreendo que a agressão não é a mim enquanto pessoa física, é sim uma agressão à soberania do Estado Brasileiro, como se fosse crime levar atendimento médico à população brasileira mais vulnerável socialmente que é usuária do SUS. Jamais faria algo que fosse ultrajante para minha profissão ou para a dignidade das pessoas”, destacou.


Novas sanções


Mozart afirmou não ter cometido erros ao participar da criação do programa. Atualmente, ele coordena o Agora Tem Especialistas, principal aposta do governo federal na área da saúde.

“Não cometi qualquer delito de cunho individual para receber essa sanção da extrema direita norte-americana”, frisou o secretário.

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