Queiroga sobre entrega de vacinas: “Não adianta fazer previsão”

Declaracao foi dada nesta sexta-feira (7/5). Ministro diz que país tenta adiantar doses do Covax Facility, mas não fala em prazos

atualizado 07/05/2021 14:46

Marcelo Queiroga_ministroJefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que “não adianta ficar fazendo previsões” sobre a chegada de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (7/5), quando Queiroga se dirigia ao Palácio do Itamaraty para um almoço com o chanceler Carlos França e a ministra de Assuntos Exteriores da Espanha, Arancha Gonzáles Laya.

Queiroga afirmou que o Brasil tenta antecipar mais doses adquiridas por meio do consórcio Covax Facility. No entanto, ao ser questionado sobre o prazo de chegada das unidades, disse que é preciso “trabalhar com a realidade”.

“O Brasil colocou US$ 150 milhões [R$ 783 milhões aproximadamente] nessa iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para fortalecer ainda mais o nosso Programa Nacional de Imunização (PNI). Temos trabalhado. Não adianta ficar fazendo previsão, temos que trabalhar com a realidade”, apontou.

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Queiroga disse que o almoço com França e com a ministra da Espanha servirá para “agradecer o país” pelo suporte na doação de insumos para intubação orotraqueal.

Em abril, o país doou 80 mil unidades de medicamentos do chamado kit intubação, como analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares.

“O Brasil tem trabalhado muito com os países amigos para colaborar, não só com insumos, mas também com outras tecnologias”, disse.

Embaixador chinês

Ainda nesta sexta, Queiroga se reúne com o embaixador chinês, Yang Wanming. A reunião ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuar que o país asiático pode ter criado o coronavírus em laboratório para gerar uma “guerra química”.

A declaração do presidente teve repercussão negativa e pode ameaçar a importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de vacinas no Brasil. Atualmente, a China é o único país que distribui o insumo para os laboratórios brasileiros.

Questionado sobre a possível dificuldade de importação do IFA após as declarações de Bolsonaro, Queiroga disse que o presidente não citou a palavra China em seu discurso.

“As declarações não envolvem a China. O presidente tem trabalhado fortemente para incentivar a campanha de vacinação”, afirmou.

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