Prazo para Brasil solicitar vacina é de “dias ou semanas”, diz Pfizer

Alejandro Vizcarraga, diretor de Vacinas da farmacêutica, diz que país precisa correr se quiser o imunizante ainda no 1º trimestre de 2021

atualizado 02/12/2020 20:00

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O Brasil tem pouco tempo para fazer o pedido da vacina contra Covid-19 produzida pela Pfizer/BioNTech  segundo Alejandro Vizcarraga, diretor de Vacinas da empresa. Em entrevista à CNN Brasil, o especialista não cravou uma data exata, mas estimou que o governo brasileiro tenha “alguns dias ou, talvez, semanas” para formalizar o pedido se quiser receber o imunizante ainda no 1º trimestre de 2021.

A pressa se deve à alta demanda pela vacina contra o coronavírus em todo o mundo. Alejandro Vizcarraga frisou que, a cada dia que passa, o número de doses disponíveis para locação entre os países diminui consideravelmente. A estimativa é que a empresa disponibilize 1,3 bilhão de doses para diversos países.

Por conta da necessidade de refrigeração em temperaturas de -70°C, a vacina desenvolvida pela Pfizer não entraria nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunização, que dá preferência a imunizantes que podem ser mantidos em temperaturas de 2°C a 8°C.

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Para tentar contornar o problema da refrigeração, Vizcarraga disse que a Pfizer está desenvolvendo caixas capazes de armazenar as vacinas a menos -70°C por 15 dias e com reposição de gelo seco. Nos últimos cinco dias do processo, a vacina poderia ser mantida em geladeiras normais, o que viabilizaria a imunização diretamente nos pontos de vacinação ou nos locais escolhido pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, a Pfizer já iniciou o processo de registro junto à Anvisa. A farmacêutica foi a primeira a entregar dados sobre a ação da fórmula imunizante em seres humanos. “A Pfizer está trabalhando para encontrar soluções que atendam às necessidades do Brasil”, reforçou Alejandro Vizcarraga. “A vacinação vai ser um desafio, mas temos que trabalhar em prol de encontrar uma solução para vacinar a maior quantidade de pessoas o mais rápido possível”.

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello acredita que o Brasil receberá, no máximo, três opções de vacinas contra o novo coronavírus. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (02/12), em audiência pública convocada pelo Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre testes estocados da Covid-19.

Para o ministro, a baixa quantidade de imunizantes recebidas será motivada pela dificuldade das fabricantes em oferecer um cronograma efetivo para o Brasil, de acordo com as características do país.

“Ficou muito claro que são poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Grandes quantidades de opções se reduzem a uma, duas, três. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, disse, ressaltando a parceria Fiocruz e AstraZeneca que trará 15 milhões de doses em janeiro para o Brasil.

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