Reino Unido aprova vacina da Pfizer e iniciará imunização na próxima semana

Nas redes sociais, o ministro da Saúde local, Matt Hancoc, comemorou e classificou a notícia como "fantástica"

atualizado 08/12/2020 9:32

Héricles Ferreira Lima Gonçalves/Funed

Moradores do Reino Unido começarão a receber a imunização contra a Covid-19 a partir da semana que vem. O anúncio foi feito pelo ministro da saúde local, nesta quarta-feira (2/12), ao confirmar que as vacinas das farmacêuticas Pfizer/ Biontech foram aprovadas.

Em comunicados à imprensa feitos no mês passado, a Pfizer declarou que a BNT162b2, candidata à vacina contra Covid-19, obteve eficácia de 95%A desenvolvedora da vacina Moderna afirmou que sua vacina conseguiu 94,5% de eficácia.

Apesar de já ter sido aprovada na fase três, quando o material já é testado em humanos, os dados ainda não foram publicados em revista científica, o que é praxe.

O primeiro ministro britânico, Boris Johnson, também foi ao Twitter comentar a aprovação da vacina por parte do Ministério da saúde. “É a proteção das vacinas que nos permitirá, em última análise, recuperar nossas vidas e fazer a economia andar novamente”, disse.

A Pfizer também está sendo testada no Brasil. Porém, nessa terça-feira (2/12), o governo brasileiro disse que a vacina em questão pode ser excluída da lista de compras do Brasil por causa da temperatura na qual precisa ser conservada.

O secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que, para o país adquirir uma vacina da Pfizer, as temperaturas de armazenamento do imunizante têm de ser, “fundamentalmente”, de 2 a 8°C. Ou seja, compatíveis com a capacidade da rede de frios instalada nas salas de vacinação brasileiras. Tendo em vista a tecnologia com a qual foi desenvolvida, a vacina Pfizer precisa ser guardada a -70°C para manter suas propriedades ativas.

Veja o anúncio feito pelo ministro da Saúde do Reino Unido no Twitter:

 

Nesta semana, o governo brasileiro recebeu executivos da Pfizer que vieram ao país “conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório”, segundo o Ministério da Saúde.

Questionado sobre quais são os critérios para a compra de vacinas, Arnaldo respondeu:

“(…) que ela confira proteção contra a doença grave e moderada, que ela tenha elevada eficácia, que ela tenha segurança, que ela seja capaz de fazer uma indução da memória imunológica, que ela tenha possibilidade de uso em diversas faixas etárias, e em grupos populacionais. E que, idealmente, seja feita de dose única, embora muitas vezes isso talvez não seja possível, só seja possível em mais de uma dose, mas, fundamentalmente, que ela seja termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2°C a 8°C. Por quê? Porque a nossa rede de frios, nessas 34.000 salas, é montada e estabelecida com uma rede de frios de aproximadamente 2°C e 8°C”.

Ainda assim, a pasta garante que vai adquirir a primeira vacina segura e eficaz que for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No momento, três desenvolvedores de imunizantes contra a Covid-19 já iniciaram os pedidos de autorização no país: Oxford/AstraZeneca, Coronavaca/Instituto Butantan e Pfizer/BioNTech.

Nenhum deles entregou resultados da fase 3 a última antes do registro –, mas a farmacêutica Pfizer, que iniciou sua submissão à Anvisa na semana passada, é a única que já forneceu informações sobre como foi realizada a fase 1/2, que dá início aos testes em humanos.

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