Leitos de UTI exclusivos para Covid-19 chegam ao limite em Roraima

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do estado, havia apenas um leito de UTI vago na rede de saúde

atualizado 06/02/2021 17:02

Vice-governador Paco Britto entrega oito leitos da UTI neonatal do HMIBRafaela Felicciano/Metrópoles

Com 204 novos casos e dez mortes pelo novo coronavírus registrados em 24 horas, o sistema de saúde de Roraima chegou ao limite. Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do estado, de um total de 62 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com Covid-19, apenas um estava vago nesta sexta-feira (5/2).

De seis hospitais citados pela secretaria no boletim, apenas o Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, reúne todos os leitos voltados para casos graves da doença. Mas a situação é preocupante também em relação aos leitos clínicos para adultos com Covid. Há hospitais com a capacidade já esgotada ou próxima de se esgotar.

O Pronto Atendimento Doutor Airton Rocha, em Boa Vista, tem 41 leitos clínicos para Covid-19. Todos estavam ocupados na sexta. No Hospital Geral de Roraima, somente três dos 159 leitos clínicos, estavam disponíveis. A situação é mais tranquila no Hospital Estadual de Retaguarda – Covid, na capital, que dispunha de 95 vagas de um total de 120 leitos clínicos.

O estado de Roraima já registra 75.492 casos e 896 óbitos por Covid-19.

Outros três Estados da Região Norte do Brasil, Amazonas, Rondônia e Pará, enfrentam graves problemas no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. No Amazonas, foram registradas mortes por falta de oxigênio medicinal para tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus. Houve ainda necessidade de transferência de pacientes para outros Estados, o que ocorreu também em Rondônia.

Também na sexta, a Secretaria de Estado de Saúde do Pará anunciou que 114 pacientes com covid-19 da Região Oeste do Estado, na divisa com o Amazonas, foram transferidos entre 18 de janeiro e 4 de fevereiro para hospitais das cidades de Santarém, Itaituba e Juriti. O objetivo, segundo o governo, é evitar um colapso no sistema de saúde nos municípios mais próximos do Amazonas.

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