Dietilenoglicol é encontrado em outra cerveja da Backer: Capixaba

Apesar de a marca ser diferente, a Capixaba tem a mesma fórmula da Belorizontina. Ministério da Agricultura mandou recolher todos os rótulos

atualizado 13/01/2020 21:27

Reprodução

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou, no início da noite desta segunda-feira (13/01/2020), que amostras do contaminante dietilenoglicol foram encontradas em mais um rótulo da Cervejaria Backer além da Belorizontina: a cerveja Capixaba.

A contaminação por dietilenoglicol é suspeita de provocar uma doença chamada síndrome nefroneural, que matou ao menos uma pessoa em Minas Gerais. Outros 16 casos, até agora, estão sendo tratados pelos serviços de saúde da região.

Segundo informações publicitárias da própria marca, os rótulos são diferentes, mas trata-se da mesma cerveja.

O Mapa intimou a Backer a recolher do mercado todos os produtos fabricados no período de outubro de 2019 até esta segunda-feira (13/01/2020). “A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, informou o órgão.

“As análises exploratórias, realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária nas amostras dos produtos Belorizontina e Capixaba, confirmaram a presença dos contaminantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol. Até o momento, três amostras foram analisadas. Esses produtos já estavam e continuam sendo retirados do mercado, por recolhimento feito pela própria empresa e por ações de fiscalização e apreensão dos serviços de fiscalização do Mapa”, diz a nota oficial.

A Backer está liminarmente interditada pelo Mapa desde a última semana. Foram apreendidos na fábrica da empresa 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope. Também foram lacrados tanques e demais equipamentos de produção.

Três lotes contaminados
A polícia mineira também informou que vestígios da substância dietilenoglicol foram encontrados em novo lote da cerveja Belorizontina, além dos dois que já haviam sido identificados.

“Temos hoje a constatação de três lotes de cervejas contaminados pelo dietilenoglicol”, disse o delegado Flávio Grossi.

O novo lote contaminado é o L2 1354. A substância tóxica também foi verificada nos lotes L1 1348 e L2 1348.

No caso da Capixaba, o lote em que foram encontrados vestígios do contaminante também é o L2 1354.

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