*
 

Mais de meio milhão de brasileiros serão diagnosticados com câncer só em 2018. A estimativa, divulgada nesta sexta-feira (2/2), é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde, às vésperas do Dia Mundial do Câncer, no próximo domingo (4/2). Dos 582.590 casos esperados pelo Inca, a maior parte é de inimigos já antigos da população: pele, próstata, mama, intestino e pulmão. Os dados valem pelo biênio 2018-2019 – ou seja, a expectativa é de que os números se repitam também no ano que vem.

O “campeão” em incidência, pelos cálculos do Inca, é o câncer de pele do tipo não melanoma, menos letal, totalizando 165.580 casos. Próstata (68.220 casos por ano), mama (59.700), intestino (36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo de útero (16.370), boca (14.700), sistema nervoso central (11.320), as leucemias (10.800) e esôfago (10.790) completam a lista dos 10 tipos mais comuns.

“Doença multifatorial”
O estudo traz ainda informações sobre fatores que colaboram com a ocorrência da doença. Segundo o Inca, estima-se que, a cada 10 diagnósticos, três estão diretamente relacionados ao estilo de vida do paciente: consumo de álcool, tabaco, sedentarismo, exposição excessiva ao sol, consumo de carne vermelha e alimentos processados e obesidade.

O perfil, no entanto, muda entre as regiões. No Sul e Sudeste do país, por exemplo, os números são mais próximos dos de países desenvolvidos: mais casos de tumores de intestino e menos de colo de útero entre as mulheres; e maior ocorrência no estômago, para homens. Já no Norte e Nordeste, câncer de colo de útero em mulheres e de estômago em homens são mais recorrentes, ambos relacionados a infecções.

Radioterapia
Também nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde informou que vai redistribuir 140 novos equipamentos de radioterapia, chamados aceleradores lineares. De acordo com a pasta, até 2019 todos estarão em funcionamento, cobrindo “100% do público-alvo” atendido pela rede pública.

Com as mudanças no Plano de Expansão da Radioterapia, 36 novos hospitais entraram na lista de unidades que prestam a terapia, em um total de 14 estados e no Distrito Federal. Hoje, apenas oito hospitais oferecem o serviço. O restante aguarda licitação, troca de equipamento ou reforma para instalação da infraestrutura que a máquina exige. A inclusão desses centros vai custar R$ 163,7 milhões à União.

Até o fim deste ano, o Ministério diz que vai entregar 25 equipamentos. A pasta comprou 100 máquinas ao custo de R$ 500 milhões e outras 40 serão adquiridas com recursos de convênios.

 

 

 

 

 

COMENTE

comunicar erro à redação

Leia mais: Saúde