Apesar de decreto, CNBB orienta que padres mantenham isolamento

Igrejas poderão permanecer abertas, mas apenas para orações individuais e transmissões de missas. Ideia é evitar disseminação do coronavírus

atualizado 26/03/2020 23:59

Contrariando decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientou que padres continuem mantendo a política de distanciamento social. Nesta quinta-feira (26/03), o mandatário da República classificou eventos religiosos como “serviços essenciais” e, assim, autorizou que eles continuem sendo realizados ainda que perdure o estado de calamidade pública pelo novo coronavírus.

Na prática, as igrejas poderão permanecer abertas, mas apenas para orações individuais e transmissões de missas, mantendo o distanciamento social. “Não há como entender que os instrumentos legais possam obrigar a reabertura das igrejas, muito menos para a prática de qualquer tipo de aglomeração”, sustenta o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

A única condição imposta pelo Decreto nº 10.292/2020 é de que sejam respeitadas as orientações do Ministério da Saúde, como por exemplo a distância mínima entre pessoas.

Para Portella, por mais que a igreja precise equilibrar o atendimento religioso aos enfermos e profissionais de saúde, “a vida e a caridade” vêm em primeiro lugar.

“Os pobres esperam de nós tanto a presença espiritual quanto material. Essa presença começa pelo testemunho de quem, preocupado, por certo, com os aspectos materiais, escolhe, porém, a vida e a caridade em primeiro lugar”, diz a nota.

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