Saiba quem é Paulo Maiurino, novo diretor-geral da Polícia Federal

Com aval de Bolsonaro, o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, confirmou a mudança na instituição. Rolando de Souza deixa o cargo

atualizado 06/04/2021 19:15

Reprodução

O delegado Paulo Maiurino será nomeado como novo diretor-geral da Polícia Federal, no lugar de Rolando Alexandre de Souza. A troca na instituição foi comunicada nesta terça-feira (6/4), pelo recém-empossado ministro da Justiça, Anderson Torres. Ele teve aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para fazer a mudança.

Segundo perfil na página do próprio Maiurino em uma rede social, o novo diretor-geral da PF trabalha como assessor especial de Segurança Institucional do Conselho da Justiça Federal (CJF) e atuou até setembro do ano passado como secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele trabalhou no governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo como subsecretário de Segurança Pública (2018) e secretário estadual de Esporte, lazer e Juventude (2016/2018).

Maiurino é delegado desde 1998, chefiou a Interpol no Brasil (2009/2010), trabalhou como assessor de Relações Internacionais da Polícia Federal (2008/2009) e chefiou os departamentos de Organização e Métodos da Diretoria de Administração e Logística da PF; Planejamento e Controle; e a delegacia da PF no Chuí (RS).

Crise 

A troca no comando da Polícia Federal no ano passado gerou uma crise no governo, que resultou na demissão do então ministro da Justiça, Sergio Moro, em abril.

Na ocasião, Moro deixou o cargo argumentando que Bolsonaro havia tentado interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, escolhido pelo ministro. Bolsonaro nega a acusação.

Após demitir Valeixo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que atuou como segurança do presidente e é amigo da família Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, no entanto, barrou a nomeação de Ramagem para o cargo. Na ocasião, Moraes atendeu a um pedido do PDT e entendeu que houve desvio de finalidade na nomeação.

Bolsonaro, à época, disse que a decisão de Moraes havia sido “política” e nomeou Rolando de Souza como novo diretor-geral da PF.

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