Saiba o estado de saúde dos policiais baleados em megaoperação no Rio

Delegado da DRE teve a perna amputada após ser baleado na veia femoral. Operação contabiliza ao menos 121 mortos após revisão do IML

atualizado

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GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participam nesta terca-feira (28) da "Operacao Contencaoî nos complexos da Penha e do Alemao, Zona Norte do Rio, com o objetivo de cumprir cerca de 100 mandados de prisao e 150 de busca e apreensao contra integrantes da faccao Comando Vermelho (CV). Ate o momento, 23 pessoas foram presas e 4 suspeitos mortos em confronto. Na imagem, os detidos na megaoperacao sao levados para a Cidade da Policia
1 de 1 Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participam nesta terca-feira (28) da "Operacao Contencaoî nos complexos da Penha e do Alemao, Zona Norte do Rio, com o objetivo de cumprir cerca de 100 mandados de prisao e 150 de busca e apreensao contra integrantes da faccao Comando Vermelho (CV). Ate o momento, 23 pessoas foram presas e 4 suspeitos mortos em confronto. Na imagem, os detidos na megaoperacao sao levados para a Cidade da Policia - Foto: GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo

Treze policiais baleados durante confrontos com integrantes do Comando Vermelho (CV) na megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, seguem internados, nesta quinta-feira (30/10), em unidades de saúde da capital fluminense.

De acordo com informações obtidas pelo Metrópoles, nove militares da Polícia Militar (PMERJ) recebem atendimento no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. A coporação informou que dois deles têm quadro considerado grave.

Além disso, quatro agentes da Polícia Civil (PCERJ) permanecem hospitalizados.

Os agentes civis, identificados como Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares, estão internados no Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha. A reportagem pediu atualização sobre o estado de saúde deles, mas as famílias não autorizaram a divulgação.

Delegado teve perna amputada

O delegado Bernardo Leal Anne Dias, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foi levado inicialmente ao Getulio Vargas, mas precisou ser transferido para o Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, após ser baleado na veia femoral e sofrer grande perda de sangue.

Ele foi submetido a uma cirurgia e teve a perna amputada, conforme apurado pelo Metrópoles, na coluna de Mirelle Pinheiro.

Durante o período em que os agentes estavam concentrados no Getulio Vargas, integrantes de forças de segurança e familiares organizaram uma campanha de doação de sangue para os quatro policiais civis feridos.


Operação Contenção

  • A operação é considerada a mais letal da história do Rio e do Brasil no século 21, com 121 mortos ao longo dos confrontos.
  • O número foi revisado após a entrada de novos corpos no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro da cidade.
  • O governo do Rio mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares, com o objetivo de conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão contra criminosos de alta periculosidade.
  • Foram apreendidas 118 armas, incluindo 91 fuzis, 26 pistolas, um revólver e 14 explosivos.
  • Além disso, 113 suspeitos foram detidos e 10 adolescentes foram apreendidos.

Quatro policias mortos

Pelo menos quatro policiais foram mortos e outros 13 ficaram feridos durante confrontos com integrantes do CV no decorrer da operação. Entre os mortos, estão dois policias civis e dois militares do Bope.

Os agentes feridos e os corpos dos policiais mortos foram levados para o Hospital Getulio Vargas.

Os policiais mortos foram identificados como:

  • 3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope
  • 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
  • Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
  • Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
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3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope
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3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope

Reprodução/Redes sociais
3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
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3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope

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Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
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Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)

COLPOL-RJ
Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
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Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)

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Em nota, a PCERJ informou que “os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes. A resposta está vindo, e à altura”. A PMERJ também lamentou as mortes.

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que os quatro agentes que morreram foram vítimas de “narcoterroristas durante a Operação Contenção”, classificando a ação como um dia histórico no enfrentamento do crime organizado no estado.

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