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Brasil

Saiba o estado de saúde dos policiais baleados em megaoperação no Rio

Delegado da DRE teve a perna amputada após ser baleado na veia femoral. Operação contabiliza ao menos 121 mortos após revisão do IML

30/10/2025 15:29, atualizado 30/10/2025 15:35
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GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participam nesta terca-feira (28) da "Operacao Contencaoî nos complexos da Penha e do Alemao, Zona Norte do Rio, com o objetivo de cumprir cerca de 100 mandados de prisao e 150 de busca e apreensao contra integrantes da faccao Comando Vermelho (CV). Ate o momento, 23 pessoas foram presas e 4 suspeitos mortos em confronto. Na imagem, os detidos na megaoperacao sao levados para a Cidade da Policia

Treze policiais baleados durante confrontos com integrantes do Comando Vermelho (CV) na megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, seguem internados, nesta quinta-feira (30/10), em unidades de saúde da capital fluminense.

De acordo com informações obtidas pelo Metrópoles, nove militares da Polícia Militar (PMERJ) recebem atendimento no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio. A coporação informou que dois deles têm quadro considerado grave.

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Além disso, quatro agentes da Polícia Civil (PCERJ) permanecem hospitalizados.

Os agentes civis, identificados como Leandro Oliveira dos Santos, Rodrigo Vasconcelos Nascimento e Rodrigo da Silva Ferreira Soares, estão internados no Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha. A reportagem pediu atualização sobre o estado de saúde deles, mas as famílias não autorizaram a divulgação.

Delegado teve perna amputada

O delegado Bernardo Leal Anne Dias, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foi levado inicialmente ao Getulio Vargas, mas precisou ser transferido para o Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, após ser baleado na veia femoral e sofrer grande perda de sangue.

Ele foi submetido a uma cirurgia e teve a perna amputada, conforme apurado pelo Metrópoles, na coluna de Mirelle Pinheiro.

Durante o período em que os agentes estavam concentrados no Getulio Vargas, integrantes de forças de segurança e familiares organizaram uma campanha de doação de sangue para os quatro policiais civis feridos.


Operação Contenção

  • A operação é considerada a mais letal da história do Rio e do Brasil no século 21, com 121 mortos ao longo dos confrontos.
  • O número foi revisado após a entrada de novos corpos no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no centro da cidade.
  • O governo do Rio mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares, com o objetivo de conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão contra criminosos de alta periculosidade.
  • Foram apreendidas 118 armas, incluindo 91 fuzis, 26 pistolas, um revólver e 14 explosivos.
  • Além disso, 113 suspeitos foram detidos e 10 adolescentes foram apreendidos.

Quatro policias mortos

Pelo menos quatro policiais foram mortos e outros 13 ficaram feridos durante confrontos com integrantes do CV no decorrer da operação. Entre os mortos, estão dois policias civis e dois militares do Bope.

Os agentes feridos e os corpos dos policiais mortos foram levados para o Hospital Getulio Vargas.

Os policiais mortos foram identificados como:

  • 3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope
  • 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
  • Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
  • Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
Saiba o estado de saúde dos policiais baleados em megaoperação no Rio - destaque galeria
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3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope
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3º sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos – Bope

Reprodução/Redes sociais
3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope
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3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos – Bope

Reprodução/Redes sociais
Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)
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Comissário Marcus Vinícius, 51 anos – Polícia Civil (53ª DP)

COLPOL-RJ
Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)
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Inspetor Rodrigo Cabral, 34 anos – Polícia Civil (39ª DP)

COLPOL-RJ

Em nota, a PCERJ informou que “os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes. A resposta está vindo, e à altura”. A PMERJ também lamentou as mortes.

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que os quatro agentes que morreram foram vítimas de “narcoterroristas durante a Operação Contenção”, classificando a ação como um dia histórico no enfrentamento do crime organizado no estado.