Rui Costa critica distribuidoras após aumento de combustíveis

Ministro da Casa Civil, Rui Costa afirmou que postos de gasolina usam a guerra no Oriente Médio como pretexto para “tirar dinheiro do povo”

atualizado

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Henrique Raynal | CC
Ministro da Casa Civil, Rui Costa
1 de 1 Ministro da Casa Civil, Rui Costa - Foto: Henrique Raynal | CC

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o aumento “exorbitante” do preço dos combustíveis no país, em meio à alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Em entrevista na Bahia, nesta sexta-feira (20/3), o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou as distribuidoras de elevar o valor de produtos, como diesel, gasolina e álcool, de forma injustificada.

“Elas [as distribuidoras] estão abusando do povo brasileiro e repassando aumento que não houve”, disse o ministro em entrevista à rádio Jequié.

Rui citou a decisão do governo de zerar o PIS e Cofins sobre o diesel, além da subvenção aos produtores para reduzir os impactos da guerra sobre o preço. Ainda assim, de acordo com o ministro, houve aumento nos postos.

“As três distribuidoras — que hoje é um oligopólio, controlam a distribuição — estão repassando o preço ao consumidor; por isso, a PF, a ANP e a defesa do consumidor estão autuando essas distribuidoras no país inteiro. Eles não têm moral para falar. Estão se aproveitando da guerra para tirar dinheiro do povo brasileiro com cobranças exorbitantes do preço do combustível“, criticou Rui.

Preocupado com o impacto eleitoral que o aumento nos postos pode causar, o governo também propôs aos estados zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Até o momento, apenas o Piauí concordou em reduzir o tributo. Outros estados resistem à proposta.

Uma força-tarefa que envolve o Ministério da Justiça, os Procons e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reforçou a fiscalização sobre o preço dos combustíveis no país. Segundo balanço divulgado nessa quinta-feira (19/3), os órgãos de monitoramento fiscalizaram 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria desde 9 de março.

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