Alta dos combustíveis vira pauta eleitoral da oposição contra Lula

Pauta ganhou mais força nesta semana com o anúncio de uma possível greve dos caminhoneiros

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1 de 1 Imagem colorida de Combustíveis a mais de R$ 6 causam baixo movimento em postos do DF 4 - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Em ano eleitoral, a alta no preço dos combustíveis se torna uma arma bolsonarista contra o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema ganhou mais força nesta semana com o anúncio de uma possível greve dos caminhoneiros.

A ação é instigada por políticos de oposição que fazem declarações, principalmente através das redes sociais, vinculando a paralisação ao governo. Um dos principais representantes da categoria no Congresso Nacional, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), atribuiu o motivo da medida adotada por caminhoneiros ao governo.

“O Brasil não precisa de uma paralisação, mas o Brasil terá uma paralisação. O Brasil não aguenta uma paralisação, mas infelizmente terá que suportar uma paralisação por falta de responsabilidade. Senhor presidente, amanhã, quinta-feira, o Brasil provavelmente amanhecerá com as rodovias todas paradas. Os caminhoneiros estão cruzando os seus braços para dizer chega de tanta impunidade contra a nossa categoria”, afirmou em um vídeo publicado em sua conta no Instagram.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também se manifestou sobre o assunto: “Ninguém aguenta mais esse desgoverno. Há lugares em que a gasolina já está custando mais de R$ 9 o litro, essa é a marca do governo Lula”, publicou em uma rede social.

Caroline de Toni (PL-SC), também deputada federal, fez a seguinte afirmação: “Mas não tem como esconder: a greve dos caminhoneiros é reflexo direto da incompetência e da irresponsabilidade do governo Lula”, disse em um post publicado na rede social X.

Greve dos caminhoneiros

Segundo a categoria, a paralisação, que pode virar greve, se dá devido à alta no preço do diesel, entendida pelos caminhoneiros como culpa do governo Lula.

A paralisação é apoiada por instituições como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que já declarou apoio ao movimento e cobrou providências do governo federal para conter o que classifica como aumentos abusivos.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) também se manifestaram a favor.

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Alta no preço do diesel

O aumento de 18,86% no preço do diesel, desde o final de fevereiro, motivado pelos efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado global de petróleo, levou caminhoneiros e entidades do setor a ameaçarem uma nova paralisação nacional, ainda sem data.


Greve dos caminhoneiros em 2018

  • Caminhoneiros de todo o país pararam em 2018, durante 10 dias.
  • À época, o protesto foi promovido também contra os reajustes frequentes nos preços dos combustíveis, especialmente do óleo diesel. A greve causou grandes impactos no país, incluindo desabastecimento de combustíveis e alimentos.
  • A greve só teve fim após Michel Temer (MDB), presidente à época, topar acolher algumas das exigências da classe.

Governo Lula prepara medidas

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quarta-feira (18/3) que o governo vai anunciar medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros, como medida para tentar contornar a greve.

Além disso, o governo também pretende tomar medidas para responsabilizar infratores contumazes.

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