Rompimento de barragem traz à tona o desastre ambiental em Mariana

Tragédia aconteceu há três anos, em 5 de novembro de 2015, matou 19 pessoas e deixou a população desabrigada

Rogério Alves/TV SenadoRogério Alves/TV Senado

atualizado 25/01/2019 17:42

O maior desastre ambiental do país, ocorrido em Mariana (MG), deixou marcas profundas na população mineira e no Brasil inteiro. Há três anos, em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, rompeu, causando estragos irreparáveis. A tragédia matou 19 pessoas e deixou a região inundada por lama.

A tragédia de Mariana voltou a ser lembrada nesta sexta-feira (15/1) após o rompimento da barragem Mina Feijão, em Brumadinho, outro município mineiro. Até o momento, o incidente obrigou pessoas a deixarem suas casas e se afastarem do Rio Paraopeba, principal afluente do Rio São Francisco. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram mobilizados para buscar possíveis vítimas.

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce – matando quase toda a população de peixes –, destruíram distritos e deixaram milhares de ribeirinhos sem água e sem trabalho.

O rompimento da barragem é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de m³.

A lama chegou ao Rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo – muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. Após estudos, ambientalistas avaliaram que o efeito do desastre no mar continuará por pelo menos mais cem anos.

Últimas notícias