Roda Viva: Manuela D'Ávila defende revogação da reforma trabalhista
Pré-candidata voltou a falar em aliança entre as legendas de esquerda e evitou comentar a situação interna da Venezuela

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila (PCdoB), disse nesta segunda-feira (25/6) que caso siga na corrida presidencial e seja eleita, trabalhará para “revogar a reforma trabalhista para tornar o Brasil um país mais justo”.
No debate, a comunista também defendeu que o projeto de seu partido tem como objetivo tornar o Brasil um lugar mais igual para todos, onde as pessoas tenham os mesmos direitos. “Isso só vai acontecer em um país mais desenvolvido”, destacou.

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Ver todas“É preciso quebrar esse ambiente de ódio na política. Não abrimos a mão de vencer as eleições para tirar Temer do poder”, enfatizou. “É uma saída conjunta. Nosso projeto é promover o desenvolvimento do Brasil e combater as injustiças sociais”, completou.
Economia
Ao falar sobre o projeto de seu partido para a retomada do crescimento econômico, a pré-candidata afirmou que “é preciso gerar riquezas”. Para isso, investimentos devem ser feitos no setor de indústrias. “Nós precisamos de condições para que esse desenvolvimento aconteça, assim o povo vai viver dignamente”, afirmou.
Outro segmento prioritário para seu governo, caso seja eleita presidente da República, é a educação, principalmente a destinada ao público infantil.
Manuela D’Ávila evitou comentar sobre o atual cenário político e social da Venezuela, quando foi questionada sobre o modelo de política adotada no exterior. Em resposta, ela disse que é preciso se preocupar com os problemas do Brasil e com a política nacional.
Machismo
Um outro tema que ganhou destaque na mesa redonda foi o machismo. Após um dos jornalistas perguntar se ela considerava machista uma declaração feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em discurso antes de ser preso disse que a pré-candidata é “bonita”, Manuela desviou-se do assunto, porém, momentos depois, reconheceu o machismo na manifestação de Lula. “No entanto, ele disse que eu acreditava na política”, completou.


