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Brasil

Rocha Loures se cala no seu primeiro depoimento na PF

O ex-assessor do presidente Michel Temer não respondeu nenhuma pergunta dos agentes no inquérito da Operação Patmos, que investiga ambos

09/06/2017 11:32
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Brizza Cavalcante/Agência Deputados
Rocha Loures se cala no seu primeiro depoimento na PF

O ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB) e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) escolheu o silêncio como estratégia em seu primeiro depoimento à Polícia Federal. Nesta sexta-feira (9/6), o “homem da mala” — que está preso — foi interrogado pela corporação, mas preferiu ficar calado. Não respondeu nenhuma pergunta dos federais no inquérito da Operação Patmos, que mira Temer e ele próprio.

Loures foi preso no sábado (3), por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Sua prisão havia sido pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Segundo Joesley Batista, dono do grupo JBS, o ex-assessor de Temer foi indicado pelo próprio presidente para ser o interlocutor nos temas de interesse dos executivos do grupo. Após Temer indicá-lo como pessoa de confiança, Loures foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil de um executivo do grupo.

A captura de Loures foi negada por Fachin há cerca de duas semanas. O magistrado havia alegado a imunidade parlamentar do peemedebista para não autorizar a prisão. O ex-assessor de Temer tinha assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR) que foi ao Ministério da Justiça. Após ser demitido da Justiça, Serraglio decidiu recusar a oferta de Temer para virar ministro da Transparência e reassumiu o seu mandato na Câmara.

Com isso, Rocha Loures perdeu o mandato e, consequentemente, a prerrogativa do foro privilegiado, já que Osmar Serraglio havia voltado à Câmara. Janot, então, pediu a reconsideração sobre a prisão do aliado de Temer na semana passada, o que foi acatado. O procurador pediu novamente a prisão tanto relativa a Rocha Loures quanto ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

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