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Política

Cela de Rocha Loures na Papuda fica em ala de policiais presos

Ex-assessor especial de Michel Temer não terá contato com o operador Lúcio Funaro e dividirá cela com outros nove detentos

07/06/2017 17:21, atualizado 07/06/2017 19:03
Dida Sampaio/Estadão
Cela de Rocha Loures na Papuda fica em ala de policiais presos

Recém-chegado ao Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) ficará na cela de número 1 do Bloco A, no Centro de Detenção Provisória (CDP), com outras nove pessoas.

Loures, que estava preso desde sábado (3/6) na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, chegou por volta das 16h30 na Papuda. Em seguida, os agentes de atividades penitenciárias conferiram os pertences do ex-parlamentar antes de encaminhá-lo ao Bloco A, na ala reservada a policiais e ex-policiais civis que cumprem pena ou mandado de prisão.

No local há 65 presos, todos com menos de 60 anos e com curso superior completo. Eles estão divididos em alas segundo o tipo de situação de cada detento: os que estão em prisão preventiva e os do regime semiaberto que ainda não conseguiram emprego.

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Cabelos não serão raspados
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Loures não demonstrou abatimento e estava tranquilo ao chegar ao presídio. Antes da transferência, a defesa dele havia pedido ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que o cliente não tivesse os cabelos raspados. O pedido será parcialmente atendido: o ex-deputado não precisará passar a máquina, mas a cabeleira será cortada.

Encaminhado ao Bloco A, o ex-parlamentar está isolado de Lúcio Funaro, também preso na Lava Jato, que encontra-se no Bloco B. Funaro é apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que encontra-se detido em Curitiba sob a acusação de desvios de recursos da Petrobras. As autoridades decidiram que seria melhor manter Funaro e Rocha Loures separados.

Ex-assessor especial do presidente da República, Michel Temer, hoje Loures é visto com ressalvas pelo Palácio do Planalto, pois uma eventual delação poderia complicar ainda mais a situação do governo federal. O ex-deputado foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil em propina paga por executivos da JBS.

Apontado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como “verdadeiro longa manus” de Temer, o ex-assessor está preso desde sábado (3) por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cela de Rocha Loures na Papuda fica em ala de policiais presos