Rio: Paes prevê fim do uso de máscaras em locais abertos em 15/10

Prefeitura também estima que, a partir de 15/11, o uso de máscaras seja exigido somente em hospitais e transportes públicos

atualizado 04/10/2021 20:03

Eduardo Paes, prefeito do Rio de JaneiroAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta segunda-feira (4/10) que o uso de máscaras poderá deixar de ser obrigatório em locais abertos a partir de 15/10, e que, exatamente um mês depois, o equipamento de proteção individual passará a ser exigido somente em ambientes hospitalares e transportes públicos.

Para isso ocorrer, respectivamente, 65 e 75% da população precisa estar vacinada contra a Covid-19 com as duas doses ou a dose única, segundo as diretrizes definidas pelo Comitê Científico da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-Rio).

De acordo com dados do Painel Rio Covid-19, 56,5% da população total da capital fluminense estão com esquema vacinal completo. Em relação às pessoas acima de 18 anos, este índice é de 72,2%. Além disso, não há pessoas na fila por leitos na rede pública.

No Twitter, Paes publicou uma foto da ata de uma reunião realizada com o comitê em 9/8, ocasião em que foram definidas fases para a reabertura na cidade. O documento indica que, na segunda fase (prevista para 15/10), boates e casas de show seriam liberadas com 50% de público com esquema vacinal completo, além de permissão para eventos com até mil pessoas em lugares abertos, capacidade duas vezes maior que a permitida atualmente. Para a terceira etapa (15/11), também é esperada a livre circulação de pessoas, sem necessidade de distanciamento social.

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A cidade do Rio está na primeira fase, com 50% de público em estádios de futebol, com uso obrigatório de máscara e exigência do passaporte da vacina.

O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, chegaram a anunciar um plano de flexibilização em três etapas em 29/7, inclusive com uma celebração chamada Dia do Reencontro, com pessoas nas ruas em festividades culturais na orla.

Os requisitos para o início do planejamento eram os índices de vacinação e o cenário epidemiológico no município. Porém, com o avanço da variante Delta, considerada a mais transmissível das cepas em circulação pelo mundo, a prefeitura recuou e resolveu adiar.

No tweet, Paes comunicou que todas as informações relativas às medidas de enfrentamento à pandemia são respaldadas pelos especialistas do comitê. “Meus comentários partem sempre do que decide o Comitê Científico. Ou é para seguir a ciência ou não é! Eu sigo”, escreveu o prefeito.

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