RJ quer liberar público em estádios e boates e anuncia data para fim do uso de máscaras

Plano de flexibilização dependerá da cobertura vacinal; boates e estádios poderão ter 100% de público imunizado a partir de 17/10

atualizado 29/07/2021 18:34

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, participa de campanha na quadra do Cacique de RamosFoto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, anunciaram nesta quinta-feira (29/7) o plano de flexibilização das medidas de restrição contra a Covid-19.

Denominado “Rio de novo, um ano de reencontros”, o plano será dividido em três etapas e foi classificado como “conservador” tanto pelo prefeito quanto pelo secretário. O início da flexibilização dependerá da cobertura vacinal prevista pela secretaria para cada uma das fases.

“Vamos ser conservadores na flexibilização. A gente acha que liberar tudo em um único momento pode trazer problemas”, disse Daniel Soranz, que citou a abertura no Reino Unido no início do mês.

Na primeira etapa, prevista para 2/9, poderão ser liberados estádios, boates, danceterias e casas de show, tendo 50% de público vacinado com as duas doses ou a dose única. Também estão previstos eventos em ambientes abertos, sem limite de público.

Soranz explicou que, para o início da primeira fase, a cobertura vacinal deverá cumprir a projeção traçada pela prefeitura: 54% da população adulta totalmente vacinada e 91% desse público imunizado com pelo menos uma dose.

Para 17/10 está prevista a segunda etapa de flexibilização, com liberação de 100% de público em estádios, boates, danceterias e casas de show.

Na terceira fase, marcada para 15/11, estão previstos a livre circulação, sem restrição de capacidade e distanciamento, e uso de máscara obrigatório apenas em transporte público e estabelecimentos de saúde. Para que isso ocorra, 90% da população adulta precisa estar totalmente vacinada, e 93% com pelo menos a primeira dose.

O planejamento não muda as medidas em vigor na capital atualmente, definidas pelo Decreto nº 48.912, de 27 de maio.

“Não estamos flexibilizando nada no momento. Este é um planejamento para o futuro”, disse Soranz.

Como pré-requisitos para a redução das restrições, a prefeitura listou: conservação do cenário epidemiológico favorável; continuidade da chegada de vacinas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde; manutenção da performance de vacinação dos cariocas; e alta cobertura vacinal completa acima de 60 anos e comorbidades.

Paes garantiu que caso não haja condições de cumprimento do plano ele será revisto.

“Se houver agravamento, o plano poderá recuar a qualquer momento”, garantiu o prefeito carioca.

“Dia do reencontro”

A prefeitura também anunciou uma “celebração inaugural”, entre os dias 2 e 5 de setembro, na orla do Rio de Janeiro, com DJs, eventos em polos gastronômicos e manifestações culturais. As ruas da orla serão fechadas e tudo acontecerá ao ar livre, de acordo com Eduardo Paes.

“A ideia é que todos os grupos culturais cariocas saiam às ruas nos dias 4 e 5, para fazer eventos pequenos. A prefeitura quer conduzir esta primeira celebração no espaço público, a gente quer que a cidade comemore”, declarou o prefeito.

Questionado se não seria muito cedo para realizar o evento, Paes afirmou que está otimista com o planejamento.

“Esta é uma administração otimista, que entende que a gente tem que apontar para o futuro e planejar. Queremos ser vanguarda, olhar para o futuro”, disse.

O prefeito também anunciou ter encaminhado à Câmara de Vereadores um projeto de lei que tem o objetivo de estabelecer um novo feriado municipal a partir de 2022: o Dia do Reencontro. A data faz referência ao primeiro dia da “celebração inaugural”.

“Nada é mais antagonista do que este coronavírus. Esta é uma cidade do encontro, do abraço, da celebração, de um povo alegre. Esta é a marca do nosso povo”, destacou.

Últimas notícias