Rio de Paz promove encontro entre Defensoria e família de jovem morto

Parentes de Ray, de 14 anos, conversaram com ouvidor na comunidade onde ele foi morto após operação da PM e receberão assistência jurídica

atualizado

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Aline Massuca/Metrópoles
Defensoria Pública do Rio de Janeiro encontra família de adolescente Ray
1 de 1 Defensoria Pública do Rio de Janeiro encontra família de adolescente Ray - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – Integrantes da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, por meio da ONG Rio de Paz, se encontraram, na tarde dessa quarta-feira (3/3), com a família de Ray Pinto Faria, de 14 anos, encontrado morto no Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte da cidade, no último dia 22, após operação da Polícia Militar.

O corpo do adolescente foi achado por parentes na unidade depois deles passarem horas procurando pelo menino.

O encontro foi à tarde, durou cerca de duas horas, e ocorreu na quadra do Morro do Fubá, em Campinho, zona norte do Rio. A comunidade é onde Ray morava e houve a ação policial. Segundo testemunhas, o adolescente estava na porta de casa jogando no celular quando desapareceu.

O adolescente sumiu no mesmo momento em que a PM fazia uma operação na favela. Horas depois, o corpo foi encontrado no hospital.

O Rio de Paz está assistindo a família de Ray desde que soube do assassinato. Estiveram no encontro o articulador social e mobilizador politico da ONG João Luís Silva, responsável pela reunião; o coordenador de projetos do Rio de Paz, Lucas Louback; o ouvidor da Defensoria Pública Guilherme Pimentel e parentes de Ray, entre eles a mãe do adolescente, Alessandra da Conceição Pinto.

“João que fez esse acolhimento inicial junto à família do Ray, adolescente que foi brutalmente assassinado após uma abordagem policial. Viemos como Ouvidoria da Defensoria Pública para fazer esse acolhimento também e ajudar a família com serviços de assessoria jurídica para que ela tenha todos os seus direitos resguardados, para que esse crime seja elucidado e o estado seja responsabilizado por mais essa vida que foi ceifada”, explicou o ouvidor Guilherme Pimentel, que questionou a política de segurança do estado.

“Insegurança, dor e tristeza”

Guilherme Pimentel explicou que o encontro foi não apenas para dar acollhimento à família do adolescente, mas, principalmente, apoio jurídico.

“É inaceitável que a gente viva num momento em que tantas crianças e adolescentes sejam vitimados por uma política que se diz de segurança pública. Que segurança é essa que na verdade acaba com a vida das pessoas, acaba com vida de famílias? Isso tem que ser colocado em questionamento”, ressaltou o ouvidor.

Além de promover o encontro da família de Ray com a Defensoria Pública, a ONG Rio de Paz pagou o enterro de Ray.

“Faço a ponte entre essas famílias e a Defensoria Pública. A gente entende que parte desse acolhimento é fazer com que eles acessem o sistema público de atuação quando se tem alguma violação como a que a família do Ray sofreu”, explicou João.

Vídeo: Momentos do encontro entre a Defensoria e a família de Ray

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