Adolescente morto no Morro do Fubá, no Rio, será enterrado nesta 4ª

Polícia Civil analisa imagens de segurança. Parentes do menino acusam policiais militares pela morte de Ray Pinto Farias

atualizado 24/02/2021 11:22

Rio de Janeiro – Parente e amigos de Ray Pinto Farias, de 14 anos, vão se despedir do jovem nesta quarta-feira, às 15h, no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio. De acordo com os familiares do adolescente, ele estava no portão de casa quando foi abordado e levado por policiais militares, na última segunda-feira (22/2), no Morro do Fubá, em Campinho, também na zona norte.

Os custos do enterro serão pagos pela ONG Rio de Paz. Ray é a 81ª criança ou adolescente morto por arma de fogo desde 2007, a terceira deste ano.

Parentes contaram que Ray estava na porta de casa jogando no celular, por volta das 6h, e desapareceu após ser abordado por policiais.

Ainda de acordo com as informações, durante as buscas, os familiares souberam que havia rastros de sangue em uma localidade da favela chamada Escadão, mas que quando chegaram ao local não havia ninguém.

A família de Ray nega que o adolescente tivesse qualquer envolvimento com o crime e não tem dinheiro para fazer o enterro do garoto. Parentes e amigos do adolescente fizeram um protesto na região.

Primo do adolescente, Lucas Isaías conta que Ray foi encontrado no Hospital Municipal Salgado Filho, morto, atingido por dois tiros, após horas de busca na comunidade.

Em nota, a Polícia Militar informou que vários batalhões fizeram operação na região nessa segunda-feira (22/2) para coibir movimentações de criminosos na região. A ações ocorreram nas comunidades Caixa D’ Água, Camarista Méier, Campinho, Fubá, Lemos Brito, Morro do Dezoito, Morro do Urubu e Saçu.

Ainda de acordo com a PM, três pessoas morreram e uma foi presa na ação, na qual também foram apreendidas armas e drogas. O comunicado, no entanto, não dá detalhes sobre os mortos.

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso. Policiais da DH estiveram no Morro do Fubá nessa terça-feira para uma perícia. O objetivo é descobrir de onde partiram os disparos que mataram Ray. O resultado deve sair em pelo menos 10 dias.

A polícia também recolheu imagens de câmeras de segurança de uma padaria da comunidade, que podem ajudar a esclarecer o caso.

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