Rio: corpo de grávida encontrado sem bebê na linha férrea será exumado

Polícia suspeita que a jovem tenha dado à luz antes de morrer. Exumação pode indicar, além da autoria do crime, o paradeiro da criança

atualizado 28/07/2021 10:25

Thaysa Campos dos Santos grávida morta linha do trem guadalupoe rioReprodução

Rio de Janeiro – O corpo da manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, que estava grávida de oito meses e foi encontrada morta na linha do trem em Deodoro, na zona norte do Rio, será exumado pela polícia. Thaysa foi morta em setembro de 2020 e seu bebê não foi localizado, vivo ou morto. A exumação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio e está prevista para ocorrer na semana que vem.

O objetivo do novo exame não foi revelado pela Delegacia de Homicídios, que trabalha em busca de indícios da autoria do crime, o que também pode indicar o paradeiro do bebê. De acordo com o Extra, entre as questões está a definição da causa da morte da manicure e qual o instrumento usado no assassinato.

Por conta do avançado estado de decomposição do corpo, encontrado dia 10 de setembro, uma semana após ela desaparecer, no dia 3, o laudo do IML não conseguiu apontar como a vítima foi assassinada à época.

Esperança

A exumação renovou a esperança da mãe de Thaysa, a psicopedagoga Jaqueline Campos, que faz apelos para em um canal virtual de vídeos para que a neta, que se chamaria Isabella, seja devolvida.

“A polícia está correndo atrás e, se Deus quiser, teremos uma resposta para saber o que aconteceu. Quero saber como minha filha morreu e o que aconteceu com a neném que ela esperava”, disse.

Thaysa desapareceu no fim da noite do dia 3 de setembro de 2020, quando foi buscar uma bolsa de gestante na casa de uma amiga. No dia 10, o corpo da manicure foi encontrado na linha férrea, em Deodoro.

Imagens de câmeras de segurança, que estão com a polícia, revelaram que a vítima foi arrastada por um homem para as proximidades do local onde apareceu morta. O laudo cadavérico indica a ausência do feto e a falta de vestígios de placenta, ou cortes na barriga, que pudessem indicar a retirada do feto por ato cirúrgico.

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