“Preciso da minha neta”, diz mãe de gestante encontrada morta no Rio

Corpo estava em uma linha de trem e não havia vestígios do feto ou de placenta, indicando parto antes da morte. Avó fez vídeo com apelo

atualizado 11/07/2021 13:54

Thaysa Campos dos Santos grávida morta linha do trem guadalupoe rioReprodução

Rio de Janeiro – “Essa criança pode estar viva em algum lugar. Eu peço pelo amor de Deus que, se essa criança estiver viva em algum lugar, que ela seja devolvida. Eu preciso da minha neta”. O apelo é da psicopedagoga Jaqueline Tavares Campos, de 51 anos, mãe da jovem Thaysa Campos dos Santos, de 23. Ela estava grávida de 8 meses quando foi morta. O corpo dela foi achado perto da linha do trem em Deodoro, Zona Oeste do Rio, uma semana após o desaparecimento, em setembro do ano passado.

A avó criou um canal no youtube, em que faz apelos por denúncias e informações sobre o paradeiro da criança, que se chamaria Ysabella, e pela localização dos criminosos que mataram sua filha.

A família de Thaysa diz acreditar que a criança possa estar viva, suspeita que é corroborada pelo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), que aponta a ausência do feto e da placenta no ventre da jovem, além de não ter encontrado cortes na barriga que pudessem indicar a retirada do feto por ato cirúrgico. A causa da morte da vítima ainda não foi identificada.

A Delegacia de Homicídios da Capital trabalha com imagens de câmeras de segurança, que mostram um homem acompanhando Thaysa próximo ao local onde o corpo foi encontrado e com os depoimentos de testemunhas para chegar a uma conclusão para o caso e identificar quem matou Thaysa. “O perito não se opõe que o útero seja compatível com os de período puerperal; não foi visualizada placenta ou feto”, diz laudo complementar de necropsia.

De acordo com entrevista que concedeu ao UOL, Marcos Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, analisou o documento. Para ele, o laudo não afasta a possibilidade de o bebê ter nascido antes de Thaysa ser morta.

“O laudo diz que o útero pode ser compatível com estágio puerperal. Não diz que é, mas também não descarta a possibilidade. Por esse laudo, não dá para descartar que o feto tenha sido retirado antes do exame necroscópico. O útero estava vazio. O laudo não diz que tinha um feto, mas também não descarta possibilidade dessa moça ter dado à luz antes de ser morta”, explicou, suspeitando que o bebê tenha sido roubado.

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