Réveillon em Copacabana tem garoa, pouco público e queima de fogos

Sem shows de artistas famosos, praia do Rio de Janeiro contou com discotecagem e trouxe quiosques liberados para festas privadas na virada

atualizado 01/01/2022 1:41

reveillon copacabana brasil virada ano fogos praia pandemia 4Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O Rio retomou sua tradicional festa de Réveillon na orla, mas ainda com restrições, devido à pandemia de Covid-19 e o surto de influenza. Os fogos de artifício foram o ponto alto da noite que anunciou a chegada de 2022, já que os shows de artistas famosos acabaram vetados.

Nessa sexta-feira (31/12), o público que se encontrou na areia era significantemente menor do que nos anos anteriores. Na virada de 2020, por exemplo, foram 2,9 milhões de pessoas só em Copacabana, um mar de gente.

Havia bastante espaço para transitar e menos aglomeração. Nos calçadões, viam-se mais grupos reunidos, mas ainda assim, com folga para se movimentar. A garoa que insistiu em cair afugentou alguns dos frequentadores.

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O clima, no entanto, foi de alegria. “Já faz dez anos que venho. Está mais vazio, mas sobrevivemos ao coronavírus e tenho esperança em dias melhores”, afirmou ao Metrópoles o mineiro Richard Douglas, 30.

Na praia de Copacabana, ponto mais procurado pelos turistas e cariocas, foram 16 minutos ininterruptos de efeitos pirotécnicos a partir da meia-noite. Havia dez balsas ancoradas ali por perto com 14 toneladas de explosivos.

A trilha sonora, transmitida por 25 torres espalhadas pela orla do bairro, animou os presentes. A música começou às 20h e seguiu até a 1h de 1º/1. No som, comandado pelo DJ MAM, rolaram faixas como Aquele Abraço, de Gilberto Gil, Samba do Avião, de Tom Jobim, e O Guarani, de Carlos Gomes.

O artista não estava visível para o público da areia, mas sua performance pôde ser acompanhada pela internet. A transmissão foi uma saída para desestimular aglomerações.

Cascatas douradas e pratas foram um dos pontos altos da festa. O verde, o vermelho, o dourado e o prata tomaram conta do céu de Copacabana.

Para Caique Santana, 26 anos, administrador de empresas, não faltou brilho. “Primeira vez que venho presenciar a virada do ano é sensacional”, afirmou Caique, de Salvador , que chegou nessa sexta-feira (31/12).

Sem produzir muita fumaça, os fogos encantaram turistas e cariocas. Caren Steiger, 51 anos, do lar. “Queremos viver como era antes. É um Réveillon de fé e esperança”, comemorou.

Fogos e quiosques

Além de Copacabana, foram nove bairros com queima de fogos na virada: Barra da Tijuca, Recreio, Flamengo, Ilha do Governador, Piscinão de Ramos, Bangu, Praia de Sepetiba, Parque Madureira e a Igreja da Penha.

Assim, ocorreu uma descentralização da folia. Os quiosques, espalhados por 34 quilômetros da orla carioca, foram autorizados a realizar festas. Dos 309 estabelecimentos credenciados pela Orla Rio, cerca de 70% estavam abertos.

Para atrair o público, esses pontos ofereceram bufê com direito a open bar, que incluiu cerveja, água e refrigerante. Para ninguém ficar parado, os espaços contavam com shows e DJs. Os preços variavam entre R$ 275 e R$ 600.

Clima e transporte

O tempo não colaborou tanto para a festança. A capital e grande parte do estado do Rio registraram chuva durante a virada.

O metrô não funcionou em horário normal. As atividades se encerram às 20h do dia 31/12 e voltarão às 7h de 1º/1. A partir das 22h, nenhum carro conseguiu acessar Copacabana, nem mesmo os dos moradores do bairro, que só puderam sair ou entrar em casa a pé.

Em relação à segurança, o Governo do Estado do Rio informou que, no total, 18 mil agentes se espalharam pela capital fluminense e demais cidades. Foi a primeira vez que os agentes utilizaram câmeras instaladas nos uniformes.

Já Prefeitura do Rio disponibilizou 2.238 guardas municipais para atuar no Réveillon, além de 5 mil garis e 181 caminhões da Comlurb para a limpeza da cidade.

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