Réveillon no Rio terá festas em quiosques e queima de fogos

Sem shows, Réveillon na cidade terá apenas queimas de fogos e som virtual de DJ. Quiosques da orla viram opção com festas na virada de 2022

atualizado 31/12/2021 15:01

Quiosques que irão funcionar no Réveillon no Rio Aline Massuca/ Metropoles

Rio de Janeiro – No retorno do Réveillon da cidade do Rio de Janeiro após dois anos, a orla não terá os tradicionais shows com artistas famosos. Ainda em meio à pandemia da Covid-19, apenas a queima de fogos e um som com DJ virtual serão as atrações em diversos pontos da cidade. Nesse cenário, os quiosques ganharam protagonismo na virada de 2022.

Espalhados em 34 quilômetros da orla carioca, os quiosques foram liberados para fazer festas durante a noite de Réveillon. Dos 309 estabelecimentos credenciados pela Orla Rio, cerca de 70% estarão abertos para promover diversão ao público.

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Os eventos vão acontecer principalmente em espaços localizados em Copacabana e no Flamengo, na zona sul, além da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Sepetiba, na zona oeste. Estas cinco praias terão queimas de fogos programadas, o que se tornou um atrativo para as festas fechadas.

“Houve uma descentralização inédita da festa tradicionalmente focada em Copacabana. Com isso, foi possível alavancar os 20 quilômetros de praias na zona oeste”, comemora Guilherme Borges, vice-presidente da Orla Rio.

Espaços abertos

Para atrair turistas e cariocas, os quiosques oferecem bufê com direito a open bar, que inclui cerveja, água e refrigerante. Para ninguém ficar parado na virada de 2022, os espaços terão shows e DJs. Os preços variam entre R$ 275 e R$ 600. 

Dono do Samba Social Clube, no Leme, na zona sul, e na Barra da Tijuca, na zona oeste, Bruno de Paula diz que os ingressos no espaço do Leme já estão esgotados. O empresário deixou até um recado aos desavisados: o passaporte de vacina será obrigatório.

“Comemoraremos com segurança a céu aberto. Vamos ainda exigir o passaporte de vacina. No Leme foram vendidos 200 ingressos. Na Barra, estamos perto de bater os 140 previstos, que estão sendo vendidos a R$ 450. Na programação musical há o Leandro Santos, da Mangueira, e Igor Vianna, do Império Serrano”, enfatiza.

O pacote de festas oferecido por um quiosque atraiu a confeiteira Giselle Bomfim Alves, de 39 anos. Ela vai passar com amigos e o namorado no Leme. É a primeira vez que ela vai aproveitar a virada em um evento na orla carioca.

“É um misto de esperança e receio. Passamos muito tempo confinados. Perdi meus pais há 8 meses para Covid-19, porque eles não conseguiram tomar a vacina a tempo”, disse a confeiteira.

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A volta do Réveillon em tempos de pandemia também traz esperança aos moradores e turistas da cidade. Mas é preciso tomar os cuidados e respeitar as medidas sanitárias, algo que Giselle já está bem alertada.

“Depois de tudo isso, renasce a esperança de uma normalidade onde as pessoas vão se unir novamente. Acho que vai ser muito bom, mas com os devidos cuidados”, diz.

Fiscalização

Apesar de os quiosques estarem liberados para oferecer festas, os locais não podem lotear a praia. Para impedir irregularidades, haverá fiscalização com 40 funcionários da concessionária durante o evento da virada.

O vice-presidente da Orla Rio deixa um alerta: caso seja constatada alguma irregularidade, o dono do estabelecimento será notificado.

“Vamos tirar foto e entrar na Justiça por quebra de contrato. Também acionaremos agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública para tirar grades e o que for necessário”, alerta.

A cidade do Rio contará ainda com outros cinco pontos de queima de fogos: em Bangu, na zona oeste, Parque de Madureira, Igreja da Penha, Piscinão de Ramos e Ilha do Governador, na zona norte.

Esquema

A virada de 2022 em Copacabana possui regras rígidas e restrições diferentes dos Réveillons promovidos em anos anteriores. A principal dica dos organizadores é ficar atento aos protocolos para garantir que a festa seja a melhor para todos.

As normas têm como objetivo desestimular grandes deslocamentos e aglomerações no bairro. O principal alerta é em relação aos transportes: não haverá reforço no sistema de ônibus e nem nos terminais temporários montados nas saídas do bairro.

O metrô também não vai funcionar normalmente. As atividades serão encerradas às 20h do dia 31/12. A partir das 22h, nenhum carro poderá acessar Copacabana, nem mesmo os moradores do bairro, que só poderão sair ou entrar em casa a pé.

Veja as principais restrições na festa de Copacabana e programe-se:

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Fique atento!

Metrô: no dia 31/12, as estações abrirão das 5h às 20h; depois, só às 7h do dia 1º;

Ônibus regulares: não haverá reforço na frota. Também não será montado o esquema de bolsões de desembarque na Enseada de Botafogo, na Lagoa e em Ipanema, na zona sul;

Estacionamento: não será permitido parar o carro em Copacabana e nas vias de acesso a partir das 18h do dia 30/12;

Ônibus e vans fretados: serão montados bloqueios à meia-noite do dia 30/12, no Trevo das Missões, em Cordovil; no Trevo das Margaridas, em Irajá, e na Avenida Brasil com a Rodovia Rio-Santos, em Santa Cruz;

É proibido montar cercados ou fazer festas particulares loteando a praia ou espaços públicos (valores cobrados por quiosques favorecendo a consumação ou venda de mesas são permitidas, mas o acesso ao espaço público não pode ser restrito).

A festa em números

São 10 bairros com queima de fogos: Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio, Flamengo, Ilha do Governador, Piscinão de Ramos, Bangu, Praia de Sepetiba, Parque Madureira e a Igreja da Penha.

No total, serão utilizadas 14 toneladas de explosivos pirotécnicos para o show. Só em Copacabana, os fogos vão durar 16 minutos em balsas que estarão a 500 metros da faixa de areia.

Em relação à segurança, serão 2.482 policiais militares nas ruas do bairro. O Governo do Estado do Rio informou que, no total, 18 mil agentes estarão espalhados pela capital fluminense e nas demais cidades. Será a primeira vez que eles vão utilizar câmeras instaladas nos uniformes.

Já Prefeitura do Rio vai disponibilizar 2.238 Guardas Municipais atuando na festa, além de 5 mil garis e 181 caminhões da Comlurb para a limpeza da cidade. Caso alguém necessite de atendimento médico em Copacabana, cerca de 139 profissionais estarão de prontidão em três pontos do bairro para um auxílio pré-hospitalar.

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