Representante dos EUA foi a nossa reunião com big techs, diz Alckmin

Vice-presidente tem coordenado as negociações do governo Lula para tentar minimizar os impactos da tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil

atualizado

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Imagem colorida, autoridades se reúnem em Brasília para tratar sobre o tarifaço dos EUA no Brasil- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, autoridades se reúnem em Brasília para tratar sobre o tarifaço dos EUA no Brasil- Metrópoles - Foto: Samuel Reis / metrópoles

O vice-presidente Geraldo Alckmin informou que um representante do governo dos Estados Unidos participou de uma reunião que fez nesta nesta terça-feira (29/7) com representantes de big techs. Alckmin tem coordenado as negociações junto ao empresariado brasileiro em busca de soluções para a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

“Ontem [segunda-feira], na conversa com o secretário [de Comércio dos Estados Unidos] Lutnick, eu disse a ele que teria um segundo encontro com as empresas de tecnologia americanas, e ele pediu se poderia um representante dele participar. Então participou”, indicou o vice-presidente.

Alckmin não informou quem representava o governo norte-americano. Participaram do encontro representantes de Meta, Google, Amazon, Apple, Visa e Expedia.

Segundo o vice-presidente, as empresas de tecnologia trouxeram algumas pautas para serem discutidas: segurança jurídica, inovação tecnológica, ambiente regulatório. Depois da reunião, foi decidido a criação de uma mesa de trabalho para trabalhar em cima das questões apontadas pelas big techs.

A nova alíquota anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrará em vigor na sexta-feira (1º/8). Segundo o chefe da Casa Branca, a medida é uma reação ao que ele chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta ações no Judiciário.

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, tem coordenado as negociações desde abril, quando Trump anunciou uma alíquota inicial de 10% para a importação de produtos brasileiros.

Ainda nesta terça, o vice-presidente se encontrou com o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT-CE), grande exportador de aço, pescado, além de máquinas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que tem estudado um plano de contingenciamento para minimizar os impactos da nova alíquota. Segundo o ministro, a iniciativa visa manter os empregados em diferentes setores, mas ainda depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sobre o plano de contingenciamento, o vice-presidente pontuou que ele só será em discussão caso a nova alíquota realmente entre em vigor, medida essa que Geraldo Alckmin está tentando evitar.

“Nós estamos trabalhando para que a diminuição da alíquota seja para todos. Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador de você. Você tem uma balança comercial superavitária”, destacou Alckmin.

O titular do Palácio do Planalto tem dito que responderá à nova tarifa de Trump via Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o Brasil a adotar ações comerciais em resposta a medidas unilaterais de outras nações ou blocos econômicos.

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