“Empenho é para buscar resolver problema”, diz Alckmin sobre tarifaço
Geraldo Alckmin afirma que governo negocia com os EUA por canais institucionais para tentar evitar nova taxação sobre produtos brasileiros
atualizado
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O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (28/7) que o governo brasileiro está focado em buscar uma saída diplomática para o impasse tarifário com os Estados Unidos. A partir de 1º de agosto, os EUA devem aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros.
“Todo o empenho agora, nessa semana, é para a gente buscar resolver o problema”, declarou Alckmin, após ser questionado sobre a estratégia do governo para lidar com o chamado “tarifaço” americano.
Segundo o vice-presidente, o Brasil tem atuado por canais institucionais e com reserva, em meio a tratativas com Washington que seguem discretas. Ele reforçou que o governo deve comunicar oficialmente qualquer avanço.
“Nós não estamos permanentemente no diálogo. Quero dizer a vocês que estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com a reserva. A hora que tiver alguma coisa a ser anunciada, nós vamos ser os primeiros a serem chamados”, acrescentou.
Plano de contingência em elaboração
Alckmin também revelou que o governo prepara um plano de contingência caso as tarifas entrem em vigor na data prevista. Embora não tenha detalhado as medidas, garantiu que o plano está “sendo elaborado de forma bastante completa e bem feita”.
Paralelamente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) trabalha em um pacote de ações de médio e longo prazo voltado à competitividade do setor produtivo.
“É um conjunto de medidas econômicas, tributárias, de desburocratização, de simplificação, de digitalização e acordos internacionais com foco no comércio exterior”, disse o vice-presidente.
Taxação de 50%
- O Brasil foi incluído na lista dos países que pagarão a tarifa máxima, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
- O governo norte-americano justificou a medida citando a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou ainda a abertura de uma investigação sobre possíveis restrições a empresas de tecnologia dos EUA e outras práticas consideradas injustas no comércio bilateral.
- As medidas são parte de uma estratégia mais ampla do governo para pressionar parceiros comerciais a abrir seus mercados e ajustar políticas consideradas desfavoráveis aos interesses dos EUA.
Lula, segue como o “homem do diálogo”
Alckmin afirmou que ainda não conversou diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tema nesta semana, mas ressaltou que o chefe do Executivo tem perfil conciliador.
“O presidente Lula é o homem do diálogo, né? Ele sempre defendeu”, afirmou, deixando a entender que o caminho diplomático deve ser o principal para solucionar o impasse com os EUA.












