Representante da ONU visita casa de saúde Yanomami em Boa Vista (RR)
Assessora especial para Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu também se reuniu com representantes indígenas Yanomami

A sub-secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e assessora especial para Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu, esteve em Boa Vista (RR) no último sábado (6/5). Ela visitou a Casa de Saúde Indígena (Casai) Yanomami e ouviu lideranças indígenas e equipes de saúde.
Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), relatou que a representante da ONU se reuniu com a diretoria da Urihi Associação Yanomami e Hutukara Associação Yanomami. Alice Wairimu Nderitu também se encontrou com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e com o prefeito da capital, Arthur Henrique Machado (MDB).
“As lideranças Yanomami relataram à violação dos direitos que a população vivência, assim como, o descaso e abandono durante os quatros anos do governo Bolsonaro que incentivou a mineração ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami e fomentou o discurso de ódio contra a população. O resultado foi catastrófico, com um agravo no índice de mortalidade infantil por causas tratáveis, bem como, doenças infecciosas e violência sexual contra as mulheres Yanomami”, escreveu Júnior Hekurari.
A sub-secretária-geral das Nações
Unidas e assessora especial para Prevenção do
Genocídio, Alice Wairimu Nderitu, esteve presente
neste sábado (06/05) na Casai Yanomami, onde ouviu relatos dos Yanomami e da equipe de saúde.
Logo em seguida, reuniu-se com a diretoria da Urihi… pic.twitter.com/uw82X2DktR— Júnior Hekurari Yanomami (@JYanomami) May 7, 2023
De acordo com a ONU, esta é a primeira visita oficial de Alice Nderitu ao Brasil. A viagem tem foco na situação dos povos indígenas, afrodescendentes e grupos e comunidades vulneráveis.
Conforme informou a ONU Brasil, ela se reúne com “altos funcionários e representantes do governo, representantes de organizações da sociedade civil e representantes de comunidades indígenas e minorias em todo o país, assim como membros da comunidade internacional, para entender melhor os recentes acontecimentos no país”.
Ao fim da visita, na próxima sexta-feira (12/5), ela concede coletiva de imprensa virtual do Rio de Janeiro (RJ).

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Ver todasEm menos de duas semanas, 17 mortes já foram registradas na Terra Indígena Yanomami. Os conflitos em região de garimpo ilegal se acirraram. No fim de janeiro, o governo federal decretou estado de Emergência em Saúde de Importância Nacional (Espin) no território após técnicos do Ministério da Sáude encontraram oito crianças Yanomamis desnutridas.
Desde então, operações para retirar o garimpo ilegal da região se intensificaram, junto a presença de equipes de saúde.



