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Brasil

Renan Calheiros diz não ser recomendável encontrar com Jair Bolsonaro

O relator da CPI da Covid disse que está aberto a ouvir interlocutores do governo

03/05/2021 09:26, atualizado 03/05/2021 14:21
Igo Estrela/Metrópoles
Relator da CPI da COVID, Renan Calheiros, após primeira reunião da Comissão 5

São Paulo – O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), disse estar aberto ao diálogo com interlocutores do governo.

A abertura ao diálogo ocorre após a ligação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao governador de Alagoas, Renan Filho, e do encontro do mandatário do país com o ex-presidente José Sarney.

Apesar disso, o emedebista diz que não é recomendável se encontrar com o chefe do Executivo nacional.

“Da mesma forma que não é recomendável eu me encontrar com o ex-presidente Lula, também não é recomendável um encontro com o presidente Bolsonaro. Como relator, tenho que manter a isenção”, frisou Calheiros.

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Embora o relator tenha aberto caminhos a interlocutores do governo federal, colocou uma condição. “Recebo com prazer qualquer interlocutor do governo, menos Onyx Lorenzoni”, disse Renan.

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Lorenzoni briga com o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, pela liderança da coordenação do governo na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19. Além disso, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência apoiou Davi Alcolumbre na disputa contra Renan pela presidência do Senado em 2019.

Calheiros acredita que o governo agiu estrategicamente, por meio do ministro da Justiça, Anderson Torres, ao sugerir a investigação de governadores no que tange as ações dos mandatários quanto à pandemia.

“O jogo deles é levar as investigações para os estados. O ministro da Justiça está se autoconvocando, porque quer usar a PF como polícia política”, assinalou o relator.

Tal atitude foi vista como ameaça indireta aos trabalhos da comissão, que agora estuda convocar o ministro para explicar a fala.

Com início nesta semana, a CPI ouvirá o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os ex-ministros que passaram pela pasta Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. O diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, também prestará depoimento.